terça-feira, 25 de abril de 2017

Irmãos de Sangue

Título Original: Blood Brothers
Título no Brasil: Irmãos de Sangue
Autora:Nora Roberts
Tradução: Maria Clara de Biase
Editora:Arqueiro
Páginas:
288
Sinopse:
A misteriosa Pedra Pagã sempre foi um local proibido na floresta Hawkins. Por isso mesmo, é o lugar ideal para três garotos de 10 anos acamparem escondidos e firmarem um pacto de irmandade. O que Caleb, Fox e Gage não imaginavam é que ganhariam poderes sobrenaturais e libertariam uma força demoníaca. Desde então, a cada sete anos, a partir do sétimo dia do sétimo mês, acontecimentos estranhos ocorrem em Hawkins Hollow. No período de uma semana, famílias são destruídas e amigos se voltam uns contra os outros em meio a um inferno na Terra. Vinte e um anos depois do pacto, a repórter Quinn Black chega à cidade para pesquisar sobre o estranho fenômeno e, com sua aguçada sensibilidade, logo sente o mal que vive ali. À medida que o tempo passa, Caleb e ela veem seus destinos se unirem por um desejo incontrolável enquanto percebem a agitação das trevas crescer com o potencial de destruir a cidade. Em Irmãos de sangue, Nora Roberts mostra uma nova faceta como escritora, dando início a uma trilogia arrebatadora em que o amor é a força necessária para vencer os sombrios obstáculos de um lugar dominado pelo mal.

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Nesse livro a Nora Roberts me surpreendeu de todas as maneiras possíveis, estou acostumada com os seus romances que por sinal adoro, mas ainda não tinha lido nada dele nesse estilo de Irmão de Sangue. Nesse livro temos umas mistura de mistério, terror, é claro um pouco de romance e principalmente um forte laço de amizade e companheirismo.

A narrativa é muito bem feita,os relatos dos fenômenos e mistérios são de causar arrepios de tão bem detalhados e o enredo possui um desenrolar muito gostoso, apesar de aterrorizante em alguns momentos, a historia flui e em cada página uma nova surpresa de te espera. E para falar a verdade a curiosidade para saber como tudo vai se resolver é imensa que não sei como vou fazer para esperar a continuação, Imãos de Sangue é o primeiro livro da trilogia A Sina do Sete e por ser o primeiro fiquei preocupada de ser um pouco cansativo e ficar enrolando com a narrativa, mas muito pelo contrario ele já foi maravilhoso e os próximos prometem ser ainda melhor.

O mistério que envolve a historia dos amigos Calab, Fox e Gage mistura fatos do presente com diversos acontecimentos do passado e o que eu mais amei no livro é o fato dele mostrar como são esses personagens e não ficar só focado nos demônios e no enredo aterrorizante, cada personagem é muito bem desenvolvido e durante o livro conseguimos acompanhar a vida deles e ver o crescimento deles e da amizade que envolve os três.


Para quem está procurando um livro com um bom mistério e terror esse é super indicado. E agora só ficar aguardando a continuação para saber como tudo isso termina.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

[RESENHA] Os Mistérios de Sir Richard - Julia Quinn

Aquela leitura que você termina com um suspiro...


Título Original: The Secrets of Sir Richard Kenworthy
Título no Brasil: Os Mistérios de Sir Richard
Série: Quarteto Smythe-Smith - 4
Aurota: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Tradução: Simone Lemberg Reisner
Páginas: 280
Sinopse: Sir Richard Kenworth tem menos de um mês para encontrar uma esposa…
Por isso sabe que não pode ser muito exigente. Mas, quando vê Iris Smythe-Smith ao violoncelo no tradicionalmente desafinado recital de sua família, pensa que o destino trabalhou a seu favor. Ela é o tipo de garota que não atrai muitos olhares, porém algo o faz ter certeza de que é a escolha perfeita.
Iris Smythe-Smith já se acostumou a ser subestimada…
Com seu cabelo muito claro, a pele alva e o jeito discreto, ela quase sempre passa despercebida, ainda que seja a única do Quarteto Smythe-Smith que realmente sabe tocar um instrumento – não que alguém consiga escutá-la em meio à cacofonia dos concertos. Por isso, quando o charmoso Richard Kenworthy pede para ser apresentado a ela, Iris fica envaidecida, mas também desconfiada.
E quando o pedido de casamento dele se transforma numa situação comprometedora, Iris tem a sensação de que ele está escondendo algo… ainda que Richard pareça mesmo apaixonado e que o coração dela esteja implorando para que diga sim.

A História

Iris Smythe-Smith nunca foi a flor do baile, nem a Rainha da noite. Era bonita, sim, mas não arrebatadora, nem o suficiente para ser convidada a dançar todas as danças de um baile. E ainda tinha o recital para afastar ainda mais seus admiradores. Como Sarah, Iris odiava os recitais. Parecia ser a única com algum talento para música, mas isso não significava nada. Os recitais eram odiosos, e como não tinha muita esperança de se casar antes do próximo, já se martirizava por antecedência. Até que uma noite de recital terminou de forma bem diferente.
Sir Richard Kenworthy, um baronete de uma região do extremo norte da Inglaterra, nunca foi dado a permanecer em Londres durante as temporadas. Mas dessa vez ele tinha certa urgência em arrumar uma noiva. De preferência com um bom dote, mas a urgência não o permitia fazer muitas exigências. E ao comparecer ao recital das Smythe-Smith, sua intenção era selecionar uma mulher desesperada que o aceitasse de imediato, mas seus olhos capturaram a inteligência e perspicácia de Iris no palco, e ela foi sua eleita, mesmo com o pequeno dote.
Sir Richard não tinha tempo, então a melhor forma de garantir um casamento as pressas era comprometendo a noiva, e foi o que fez. Iris se viu numa situação em que não poderia dizer não, e em duas semanas já estava a caminho de Yorkshire. Não sabia muito a respeito de seu misterioso marido, mas o respeitava, e gostava dele, e se sentia satisfeita com isso. Mas essa satisfação não durou muito.
Iris não entendia porque seu marido não consumava o casamento, e veio a entender quando conheceu suas cunhadas. A situação mostrada a ela era difícil, comprometedora e triste, mas seu coração já estava entregue a seu marido e sua nova família, e com certeza, Iris se esforçaria ao máximo para resolver qualquer questão, principalmente quando envolvia sua família.


"Uma vez mais, Richard teve a clara impressão de que estava sendo analisado. Com que critérios, entretanto, não tinha como saber. Era algo bastante incômodo. Não pela primeira vez, pegou-se pensando que Napoleão poderia ter sido derrotado antes de Waterloo se tivessem enviado as mães Londrinas para cuidar das estratégias."

Os Personagens

Iris sempre foi tomada como pequena e frágil. Sua pele branca [leia-se pálida], seus cabelos loiros quase ruivos, sobrancelhas e cílios muito claros e olhos de um azul claríssimo passavam essa imagem de que a moça poderia quebrar a qualquer momento. Mas ela não era frágil. Muito pelo contrário. Iris era uma mulher forte, esperta, observadora, inteligente, que não tinha medo dos desafios que se desdobravam a sua frente. E acima de tudo, amava a família. Tinha uma irmã que a tirava do sério, mas ainda assim a amava muito. Estava sempre disposta a agradar a quem quer que fosse, e gostava de dançar, apesar de ficar a maior parte do tempo as sombras nos bailes.
Sir Richard, por seu lado, era um homem misterioso. Nunca entrava em detalhes sobre sua vida e sua família, mas era claro que era um bom homem. Herdou uma propriedade do pai com sérios problemas, e todos esperavam que se casasse com uma mulher de grande dote pra ajudar a recuperar Maycliffe. Um homem inteligente, forte, bonito, dono de um título e uma propriedade que lhe davam certo prestígio, não deveria ter dificuldades em encontrar uma noiva, mas havia um segredo que o impedia de fazer tudo dentro dos conformes: conhecer uma boa moça, cortejá-la, pedi-la em casamento adequadamente, e casar-se. Na verdade, ao conhecer Iris, era exatamente o que queria fazer, mas isso levaria no mínimo uns 3 meses, e ele tinha apenas 2 semanas. Se sentia um traidor antes mesmo de começar, mas a seu ver, não havia outra opção. Precisava se casar urgentemente.


A Leitura

Foi o livro que li mais rápido de toda a série. No começo é tão engraçado, é praticamente de chorar de rir! 
"- Você colou um chifre na cabeça da sua prima - repetiu ele, sem conseguir acreditar.
Ela se retraiu.
- Colei.
- Você gosta dela?
- Ah, muitíssimo. Ela tem 11 anos e é encantadora. Eu trocaria Daisy por ela sem pestanejar.
Richard tinha a sensação de que ela trocaria Daisy por um texugo se tivesse oportunidade."
Tempos depois...
"- Iris colou o chifre na minha testa - revelou Frances, e torceu a cabeça, tentando olhar para cima.
Iris, que estava na periferia da aglomeração de pessoas, imediatamente deu um passo para trás.
- Talvez devêssemos pegar algo para beber - disse a Richard.
- Só um instante. - Ele estava se divertindo demais para ir embora.
Lady Pleinsworth agarrou o chifre com ambas as mãos e o puxou.
Frances deu um grito.
- Ela prendeu com cimento?
- Preciso mesmo sair daqui agora."

Já o mistério que envolve a história prende, e é surpreendente à sua maneira. Confesso que matei a charada antes mesmo de Richard fazer o pedido a Iris, mas Júlia Quinn, como sempre, consegue deixar tudo deliciosamente fora do comum. A alternância da narrativa, ora sob a visão de Richard, ora sob visão de Iris, nos permite entender melhor as situações, e viver com os personagens cada emoção. A vontade era de ler sem parar até acabar, e quando acaba... foi um grande suspiro. Sim, queridos, eu adoro um final feliz!

A Série


A série Quarteto Smythe-Smith é composta por 4 livros, Simplesmente o Paraíso, Uma Noite como Esta, A Soma de Todos os Beijos, e Os Mistérios de Sir Richard, em histórias que acontecem entre os anos 1824 e 1825. Criação de Júlia Quinn, a mesma autora da série Os Bridgertons.
Devo ressaltar que a série não trata de irmãos dessa vez, mas primos, e é meio complicado, porque chega num determinado momento que você já não sabe quem é primo, quem é irmão, quem é agregado... Mas todos formam uma família incrível!

Avaliação Geral

O que dizer? Júlia Quinn é perfeita!
Série recomendadíssima!

terça-feira, 18 de abril de 2017

[Resenha]: A Soma de todos os Beijos

Título Original: The Sum of all Kisses
Título no Brasil: A Soma de todos os Beijos
Série: Quarteto Smythe-Smith
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Tradução: Ana Rodrigues e Maria Clara de Biase
Páginas: 272

Sinopse: "Um brilhante matemático pode controlar tudo…
A não ser que um dia exagere na bebida a ponto de desafiar o amigo para um duelo. Desde que quebrou essa regra de ouro, Hugh Prentice vive com as consequências daquela noite: uma perna aleijada e os olhares de reprovação de toda a sociedade. Não que ele se importe com o que pensam dele. Ou pelo menos com o que a maioria pensa, porque a bela Sarah Pleinsworth está começando a incomodá-lo.
Lady Sarah nunca foi descrita como uma pessoa contida…
Na verdade, a palavra que mais usam em relação a ela é “dramática” – seguida de perto por “teimosa”. Mas Sarah faz tudo guiada pelo bom coração. Até mesmo deixar bem claro para Hugh Prentice que ele quase destruiu sua família naquele bendito duelo e que ela jamais poderá perdoá-lo.
Mas, ao serem forçados a passar uma semana na companhia um do outro, eles percebem que nem sempre convém confiar em primeiras impressões. E, quando um beijo leva a outro, e mais outro, e ainda outro, o matemático pode perder a conta e a donzela pode, pela primeira vez, ficar sem palavras."

Meu clichê favorito em romances de época é o do casal que fica se alfinetando até que o sentimento fala mais alto, como em Um Visconde que me Amava (Julia Quinn), Uma Semana para se Perder (Tessa Dare) e Manhã de Núpcias (Lisa Kleypas) - os três resenhados aqui no blog. Para quem também gosta, A Soma de todos os Beijos é um prato cheio pois os diálogos entre Sarah Pleinsworth e Hugh Prentice são deliciosos.

Sarah e Hugh são bem diferentes. Ela tem um temperamento expansivo, beirando ao dramático e diz tudo o que pensa. Já Hugh prefere os números e é mais contido nas duas declarações. Sarah vem de uma grande família amorosa, afinal ela é uma Smythe-Smith. Hugh não teve a mesma sorte, e sua família é bem disfuncional. Porém os dois são extremamente leais à aqueles que amam.

Para quem já leu a série até aqui, ou está acompanhando as resenhas, sabe que, mesmo tranquilo, Hugh Prentice protagonizou uma confusão infernal com Daniel Smythe-Smith, que terminou com um ferimento quase fatal na perna de Hugh e o exílio forçado de Daniel. Porém, quando ficou melhor, Hugh fez de tudo para convencer o pai a desistir da vingança, e foi atrás do amigo para avisá-lo que poderia voltar. Mas nada disso é o suficiente para Sarah não deixar de culpá-lo por todos os problemas da família, inclusive a sua solteirice e permanência no quarteto.

O livro começa alguns meses depois do final de Uma Noite como Esta, nas vésperas de dois acontecimentos que irão forçar a convivência entre os dois, levando assim a muitas discussões espirituosas e descobertas surpreendentes, que só poderiam resultar em romance muito gostoso de acompanhar.

E a essa mistura é acrescentada um trio hilário de caçulas, a composição de uma peça teatral, debates filosóficos quanto a existência de unicórnios e um vilão digno de Miss Butterworth e o Barão Louco, o resultado não poderia ser outro: um livro engraçado, romântico e dramático na medida certa.

“Hugh cantarolou o ritmo e conduziu Sarah com uma leve pressão nas costas, movendo a bengala sempre que era hora de se virarem. Ele não dançava fazia quase quatro anos. E essa noite... estava sendo mágica. Jamais poderia lhe agradecer o suficiente por isso, por restaurar um pedaço de sua alma. Foi a valsa mais estranha e desajeitada que se poderia imaginar, mas também foi o momento mais perfeito da vida dele.”