terça-feira, 25 de abril de 2017

Irmãos de Sangue

Título Original: Blood Brothers
Título no Brasil: Irmãos de Sangue
Autora:Nora Roberts
Tradução: Maria Clara de Biase
Editora:Arqueiro
Páginas:
288
Sinopse:
A misteriosa Pedra Pagã sempre foi um local proibido na floresta Hawkins. Por isso mesmo, é o lugar ideal para três garotos de 10 anos acamparem escondidos e firmarem um pacto de irmandade. O que Caleb, Fox e Gage não imaginavam é que ganhariam poderes sobrenaturais e libertariam uma força demoníaca. Desde então, a cada sete anos, a partir do sétimo dia do sétimo mês, acontecimentos estranhos ocorrem em Hawkins Hollow. No período de uma semana, famílias são destruídas e amigos se voltam uns contra os outros em meio a um inferno na Terra. Vinte e um anos depois do pacto, a repórter Quinn Black chega à cidade para pesquisar sobre o estranho fenômeno e, com sua aguçada sensibilidade, logo sente o mal que vive ali. À medida que o tempo passa, Caleb e ela veem seus destinos se unirem por um desejo incontrolável enquanto percebem a agitação das trevas crescer com o potencial de destruir a cidade. Em Irmãos de sangue, Nora Roberts mostra uma nova faceta como escritora, dando início a uma trilogia arrebatadora em que o amor é a força necessária para vencer os sombrios obstáculos de um lugar dominado pelo mal.

- - X - -

Nesse livro a Nora Roberts me surpreendeu de todas as maneiras possíveis, estou acostumada com os seus romances que por sinal adoro, mas ainda não tinha lido nada dele nesse estilo de Irmão de Sangue. Nesse livro temos umas mistura de mistério, terror, é claro um pouco de romance e principalmente um forte laço de amizade e companheirismo.

A narrativa é muito bem feita,os relatos dos fenômenos e mistérios são de causar arrepios de tão bem detalhados e o enredo possui um desenrolar muito gostoso, apesar de aterrorizante em alguns momentos, a historia flui e em cada página uma nova surpresa de te espera. E para falar a verdade a curiosidade para saber como tudo vai se resolver é imensa que não sei como vou fazer para esperar a continuação, Imãos de Sangue é o primeiro livro da trilogia A Sina do Sete e por ser o primeiro fiquei preocupada de ser um pouco cansativo e ficar enrolando com a narrativa, mas muito pelo contrario ele já foi maravilhoso e os próximos prometem ser ainda melhor.

O mistério que envolve a historia dos amigos Calab, Fox e Gage mistura fatos do presente com diversos acontecimentos do passado e o que eu mais amei no livro é o fato dele mostrar como são esses personagens e não ficar só focado nos demônios e no enredo aterrorizante, cada personagem é muito bem desenvolvido e durante o livro conseguimos acompanhar a vida deles e ver o crescimento deles e da amizade que envolve os três.


Para quem está procurando um livro com um bom mistério e terror esse é super indicado. E agora só ficar aguardando a continuação para saber como tudo isso termina.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

[RESENHA] Os Mistérios de Sir Richard - Julia Quinn

Aquela leitura que você termina com um suspiro...


Título Original: The Secrets of Sir Richard Kenworthy
Título no Brasil: Os Mistérios de Sir Richard
Série: Quarteto Smythe-Smith - 4
Aurota: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Tradução: Simone Lemberg Reisner
Páginas: 280
Sinopse: Sir Richard Kenworth tem menos de um mês para encontrar uma esposa…
Por isso sabe que não pode ser muito exigente. Mas, quando vê Iris Smythe-Smith ao violoncelo no tradicionalmente desafinado recital de sua família, pensa que o destino trabalhou a seu favor. Ela é o tipo de garota que não atrai muitos olhares, porém algo o faz ter certeza de que é a escolha perfeita.
Iris Smythe-Smith já se acostumou a ser subestimada…
Com seu cabelo muito claro, a pele alva e o jeito discreto, ela quase sempre passa despercebida, ainda que seja a única do Quarteto Smythe-Smith que realmente sabe tocar um instrumento – não que alguém consiga escutá-la em meio à cacofonia dos concertos. Por isso, quando o charmoso Richard Kenworthy pede para ser apresentado a ela, Iris fica envaidecida, mas também desconfiada.
E quando o pedido de casamento dele se transforma numa situação comprometedora, Iris tem a sensação de que ele está escondendo algo… ainda que Richard pareça mesmo apaixonado e que o coração dela esteja implorando para que diga sim.

A História

Iris Smythe-Smith nunca foi a flor do baile, nem a Rainha da noite. Era bonita, sim, mas não arrebatadora, nem o suficiente para ser convidada a dançar todas as danças de um baile. E ainda tinha o recital para afastar ainda mais seus admiradores. Como Sarah, Iris odiava os recitais. Parecia ser a única com algum talento para música, mas isso não significava nada. Os recitais eram odiosos, e como não tinha muita esperança de se casar antes do próximo, já se martirizava por antecedência. Até que uma noite de recital terminou de forma bem diferente.
Sir Richard Kenworthy, um baronete de uma região do extremo norte da Inglaterra, nunca foi dado a permanecer em Londres durante as temporadas. Mas dessa vez ele tinha certa urgência em arrumar uma noiva. De preferência com um bom dote, mas a urgência não o permitia fazer muitas exigências. E ao comparecer ao recital das Smythe-Smith, sua intenção era selecionar uma mulher desesperada que o aceitasse de imediato, mas seus olhos capturaram a inteligência e perspicácia de Iris no palco, e ela foi sua eleita, mesmo com o pequeno dote.
Sir Richard não tinha tempo, então a melhor forma de garantir um casamento as pressas era comprometendo a noiva, e foi o que fez. Iris se viu numa situação em que não poderia dizer não, e em duas semanas já estava a caminho de Yorkshire. Não sabia muito a respeito de seu misterioso marido, mas o respeitava, e gostava dele, e se sentia satisfeita com isso. Mas essa satisfação não durou muito.
Iris não entendia porque seu marido não consumava o casamento, e veio a entender quando conheceu suas cunhadas. A situação mostrada a ela era difícil, comprometedora e triste, mas seu coração já estava entregue a seu marido e sua nova família, e com certeza, Iris se esforçaria ao máximo para resolver qualquer questão, principalmente quando envolvia sua família.


"Uma vez mais, Richard teve a clara impressão de que estava sendo analisado. Com que critérios, entretanto, não tinha como saber. Era algo bastante incômodo. Não pela primeira vez, pegou-se pensando que Napoleão poderia ter sido derrotado antes de Waterloo se tivessem enviado as mães Londrinas para cuidar das estratégias."

Os Personagens

Iris sempre foi tomada como pequena e frágil. Sua pele branca [leia-se pálida], seus cabelos loiros quase ruivos, sobrancelhas e cílios muito claros e olhos de um azul claríssimo passavam essa imagem de que a moça poderia quebrar a qualquer momento. Mas ela não era frágil. Muito pelo contrário. Iris era uma mulher forte, esperta, observadora, inteligente, que não tinha medo dos desafios que se desdobravam a sua frente. E acima de tudo, amava a família. Tinha uma irmã que a tirava do sério, mas ainda assim a amava muito. Estava sempre disposta a agradar a quem quer que fosse, e gostava de dançar, apesar de ficar a maior parte do tempo as sombras nos bailes.
Sir Richard, por seu lado, era um homem misterioso. Nunca entrava em detalhes sobre sua vida e sua família, mas era claro que era um bom homem. Herdou uma propriedade do pai com sérios problemas, e todos esperavam que se casasse com uma mulher de grande dote pra ajudar a recuperar Maycliffe. Um homem inteligente, forte, bonito, dono de um título e uma propriedade que lhe davam certo prestígio, não deveria ter dificuldades em encontrar uma noiva, mas havia um segredo que o impedia de fazer tudo dentro dos conformes: conhecer uma boa moça, cortejá-la, pedi-la em casamento adequadamente, e casar-se. Na verdade, ao conhecer Iris, era exatamente o que queria fazer, mas isso levaria no mínimo uns 3 meses, e ele tinha apenas 2 semanas. Se sentia um traidor antes mesmo de começar, mas a seu ver, não havia outra opção. Precisava se casar urgentemente.


A Leitura

Foi o livro que li mais rápido de toda a série. No começo é tão engraçado, é praticamente de chorar de rir! 
"- Você colou um chifre na cabeça da sua prima - repetiu ele, sem conseguir acreditar.
Ela se retraiu.
- Colei.
- Você gosta dela?
- Ah, muitíssimo. Ela tem 11 anos e é encantadora. Eu trocaria Daisy por ela sem pestanejar.
Richard tinha a sensação de que ela trocaria Daisy por um texugo se tivesse oportunidade."
Tempos depois...
"- Iris colou o chifre na minha testa - revelou Frances, e torceu a cabeça, tentando olhar para cima.
Iris, que estava na periferia da aglomeração de pessoas, imediatamente deu um passo para trás.
- Talvez devêssemos pegar algo para beber - disse a Richard.
- Só um instante. - Ele estava se divertindo demais para ir embora.
Lady Pleinsworth agarrou o chifre com ambas as mãos e o puxou.
Frances deu um grito.
- Ela prendeu com cimento?
- Preciso mesmo sair daqui agora."

Já o mistério que envolve a história prende, e é surpreendente à sua maneira. Confesso que matei a charada antes mesmo de Richard fazer o pedido a Iris, mas Júlia Quinn, como sempre, consegue deixar tudo deliciosamente fora do comum. A alternância da narrativa, ora sob a visão de Richard, ora sob visão de Iris, nos permite entender melhor as situações, e viver com os personagens cada emoção. A vontade era de ler sem parar até acabar, e quando acaba... foi um grande suspiro. Sim, queridos, eu adoro um final feliz!

A Série


A série Quarteto Smythe-Smith é composta por 4 livros, Simplesmente o Paraíso, Uma Noite como Esta, A Soma de Todos os Beijos, e Os Mistérios de Sir Richard, em histórias que acontecem entre os anos 1824 e 1825. Criação de Júlia Quinn, a mesma autora da série Os Bridgertons.
Devo ressaltar que a série não trata de irmãos dessa vez, mas primos, e é meio complicado, porque chega num determinado momento que você já não sabe quem é primo, quem é irmão, quem é agregado... Mas todos formam uma família incrível!

Avaliação Geral

O que dizer? Júlia Quinn é perfeita!
Série recomendadíssima!

terça-feira, 18 de abril de 2017

[Resenha]: A Soma de todos os Beijos

Título Original: The Sum of all Kisses
Título no Brasil: A Soma de todos os Beijos
Série: Quarteto Smythe-Smith
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Tradução: Ana Rodrigues e Maria Clara de Biase
Páginas: 272

Sinopse: "Um brilhante matemático pode controlar tudo…
A não ser que um dia exagere na bebida a ponto de desafiar o amigo para um duelo. Desde que quebrou essa regra de ouro, Hugh Prentice vive com as consequências daquela noite: uma perna aleijada e os olhares de reprovação de toda a sociedade. Não que ele se importe com o que pensam dele. Ou pelo menos com o que a maioria pensa, porque a bela Sarah Pleinsworth está começando a incomodá-lo.
Lady Sarah nunca foi descrita como uma pessoa contida…
Na verdade, a palavra que mais usam em relação a ela é “dramática” – seguida de perto por “teimosa”. Mas Sarah faz tudo guiada pelo bom coração. Até mesmo deixar bem claro para Hugh Prentice que ele quase destruiu sua família naquele bendito duelo e que ela jamais poderá perdoá-lo.
Mas, ao serem forçados a passar uma semana na companhia um do outro, eles percebem que nem sempre convém confiar em primeiras impressões. E, quando um beijo leva a outro, e mais outro, e ainda outro, o matemático pode perder a conta e a donzela pode, pela primeira vez, ficar sem palavras."

Meu clichê favorito em romances de época é o do casal que fica se alfinetando até que o sentimento fala mais alto, como em Um Visconde que me Amava (Julia Quinn), Uma Semana para se Perder (Tessa Dare) e Manhã de Núpcias (Lisa Kleypas) - os três resenhados aqui no blog. Para quem também gosta, A Soma de todos os Beijos é um prato cheio pois os diálogos entre Sarah Pleinsworth e Hugh Prentice são deliciosos.

Sarah e Hugh são bem diferentes. Ela tem um temperamento expansivo, beirando ao dramático e diz tudo o que pensa. Já Hugh prefere os números e é mais contido nas duas declarações. Sarah vem de uma grande família amorosa, afinal ela é uma Smythe-Smith. Hugh não teve a mesma sorte, e sua família é bem disfuncional. Porém os dois são extremamente leais à aqueles que amam.

Para quem já leu a série até aqui, ou está acompanhando as resenhas, sabe que, mesmo tranquilo, Hugh Prentice protagonizou uma confusão infernal com Daniel Smythe-Smith, que terminou com um ferimento quase fatal na perna de Hugh e o exílio forçado de Daniel. Porém, quando ficou melhor, Hugh fez de tudo para convencer o pai a desistir da vingança, e foi atrás do amigo para avisá-lo que poderia voltar. Mas nada disso é o suficiente para Sarah não deixar de culpá-lo por todos os problemas da família, inclusive a sua solteirice e permanência no quarteto.

O livro começa alguns meses depois do final de Uma Noite como Esta, nas vésperas de dois acontecimentos que irão forçar a convivência entre os dois, levando assim a muitas discussões espirituosas e descobertas surpreendentes, que só poderiam resultar em romance muito gostoso de acompanhar.

E a essa mistura é acrescentada um trio hilário de caçulas, a composição de uma peça teatral, debates filosóficos quanto a existência de unicórnios e um vilão digno de Miss Butterworth e o Barão Louco, o resultado não poderia ser outro: um livro engraçado, romântico e dramático na medida certa.

“Hugh cantarolou o ritmo e conduziu Sarah com uma leve pressão nas costas, movendo a bengala sempre que era hora de se virarem. Ele não dançava fazia quase quatro anos. E essa noite... estava sendo mágica. Jamais poderia lhe agradecer o suficiente por isso, por restaurar um pedaço de sua alma. Foi a valsa mais estranha e desajeitada que se poderia imaginar, mas também foi o momento mais perfeito da vida dele.”

segunda-feira, 10 de abril de 2017

[RESENHA] Uma Noite Como Esta - Julia Quinn

Título Original: A Night Like This
Título no Brasil: Uma Noite Como Esta
Autora: Julia Quinn
Série: Quarteto Smythe-Smith - volume II
Tradução: Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Sinopse: Anne Wynter pode não ser quem diz que é…
Mas está se saindo muito bem como governanta de três jovenzinhas bem-nascidas. Seu trabalho é bastante desafiador: em uma única semana ela precisa se esconder em um depósito de instrumentos musicais, interpretar uma rainha má em uma peça que pode ser uma tragédia ou, talvez, uma comédia – ninguém sabe ao certo – e cuidar dos ferimentos do irresistível conde de Winstead. Após anos se esquivando de avanços masculinos indesejados, ele é o primeiro homem que a deixa verdadeiramente tentada, e está cada vez mais difícil para ela lembrar que uma governanta não tem o direito de flertar com um nobre.
Daniel Smythe-Smith pode estar em perigo…
Mas isso não impede o jovem conde de se apaixonar. Quando ele vê uma misteriosa mulher no concerto anual na casa de sua família, promete fazer de tudo para conhecê-la melhor, mesmo que isso signifique passar os dias na companhia de uma menina de 10 anos que pensa que é um unicórnio.
O problema é que Daniel tem um inimigo que prometeu matá-lo. Mesmo assim, no momento em que vê Anne ser ameaçada, ele não mede esforços para salvá-la e garantir seu final feliz com ela.

A História

Daniel Smythe-Smith é um homem inteligente, bem humorado e dono de um traquejo social único. Todos querem ser amigos de Daniel, e seu título não tem nada a ver com a história. Porém, apenas 1 ano após tomar posse do título de Conde, teve um desentendimento com um amigo, que o obrigou a deixar a Inglaterra, e viver em exílio na Itália por 3 anos. Agora, no entanto, está pronto para voltar pra casa.
Anne jamais poderia imaginar que a vida a levaria para um palco em um dos eventos mais comentados da temporada. O fato de não ser uma Smythe-Smith não parece ter muita importância, pois lá estava ela ao piano tocando junto ao quarteto. Dona de uma aparência encantadora, sempre procurou se esconder sob a touca e o vestido de governanta, mas dessa vez estava sob o holofote.

Foi na noite da apresentação que Daniel decidiu voltar a Londres, e sua primeira visão de Anne lhe mostrou que ela seria uma mulher de grande importância para sua vida. A impressão em Anne, no entanto, foi um pouco menos otimista, que passou a vê-lo como sua perdição.
A paixão que nasce já nesse primeiro encontro abala aos dois, e faz com que ambos lutem com mais afinco contra seus inimigos, que não parecem dar brecha para a felicidade do casal.

Os Personagens

A grande verdade é que Anne tinha mais segredos do que se podia imaginar. Educada demais para uma simples governanta, misteriosa demais para uma dama, solitária demais para alguém tão disposta a amar. Anne vive com medo, sempre se escondendo e fugindo, sem saber quando estará livre de George Chervil, homem por quem foi apaixonada aos 16 anos e para quem entregou sua virtude antes de casar. O homem, não muito diferente do que vemos hoje por aí, se sentiu no direito de te-la novamente ao seu bel prazer, e não aceitou o "não" que recebeu. Ao se ver encurralada, Anne dispôs do que havia ao seu alcance, e acabou ferindo o rosto de Chervil, deixando uma enorme cicatriz. Desde então vive fugindo da promessa de vingança que a persegue onde quer que vá.

Daniel, 3 anos antes, se envolveu numa briga com Hugh Prentice, um homem externamente inteligente que nunca perdia nos cartas... até aquele dia. Como ambos estavam bêbados, a briga foi longe demais, e Daniel se viu num duelo, ferindo [leia-se 'quase levando à morte'] o amigo, e sendo jurado de morte pelo pai de Hugh. Mas agora, mancando e precisando do apoio de uma bengala, o próprio Hugh o encontra na Itália e reabre as portas britânicas para que Daniel volte para casa.
Daniel é jovem, bonito, inteligente, educado, alegre, rico, influente, poderoso, dono de mais títulos do que eu consegui decorar. Está confiante ao voltar pra casa, e em sua primeira noite conhece Anne, linda demais para qualquer padrão, e misteriosa na mesma medida.
O casal aprendeu a viver na solidão, com medo, sempre pronto pra um possível ataque, e o ponto mais difícil desse relacionamento é o medo de envolver o outro em sua própria teia de perigos. E é quando se vêem livres desses perigos que realmente dão uma chance ao amor.
Um casal perfeito. São alegres, bem humorados, inteligentes, e deliciosamente apaixonados. Por mais breves e impróprios que sejam, seus encontros pegam fogo!

A Leitura

Com um ritmo ditado pelo suspense e pelo romance [quente], pelo medo e pelo recato, Uma Noite Como Esta é incrível. E Frances, uma das meninas das quais Anne é governanta, com seu amor desmedido por unicórnios, nos arranca muitos risos.
Uma leitura leve, divertida, rápida, terna, deliciosa.

A Edição e a Série

Não tenho maturidade pra julgar esse livro. Minha autora contemporânea favorita, numa série simultânea aos meus queridos Bridgertons, e que ainda por cima está com todos os livros autografados... Não consigo! É incrível demais! [Mas com certeza posso dizer que a capa é linda - ainda que tenhamos que ter um pouco de cuidado, pois a parte com o nome da autora pode desbotar]
A série Quarteto Smythe-Smith é composta por 4 livros, Simplesmente o Paraíso, Uma Noite como Esta, A Soma de Todos os Beijos, e Os Mistérios de Sir Richard, em histórias que acontecem entre os anos 1824 e 1825. Criação de Júlia Quinn, a mesma autora da série Os Bridgertons.
Devo ressaltar que a série não trata de irmãos dessa vez, mas primos, e é meio complicado, porque chega num determinado momento que você já não sabe quem é primo, quem é irmão, quem é agregado... Mas todos formam uma família incrível!

Avaliação Geral

Simplesmente apaixonada por mais essa criação da Queen Quinn! [Sou babona mesmo] É um livro lindo em todos os aspectos, da edição à história. Super recomendo! E prepare-se para perder o fôlego e se surpreender!


domingo, 2 de abril de 2017

Top Comentarista Especial Romances de Época - RESULTADO

Olá Galerinha de Pemberley!
O post de hoje é rápido, apenas pra fazermos faz breve divulgação.

Desde janeiro estamos com a promoção do Top Comentarista Especial Romances de Época, com resenhas seladas, e novidades a cada sábado. E agora apresentamos o grande vencedor:

Com 34 comentários válidos - e uma participação interativa incrível - a vencedora é Bruna Diniz! 

Parabéns Bruna!
Entre em contato conosco por email e vamos conversar sobre seu novo Romance de Época! 

Beijinhos
Mih =)

sexta-feira, 31 de março de 2017

[Resenha] O Navio das Noivas

Olá, galerinha de Pemberley! A resenha de hoje é sobre o livro Navio das Noivas, escrito pela maravilhosíssima Jojo Moyes. A Hanna me deu ele de presente começo do ano e estou há meses pra trazer a resenha pra vocês. Confesso que apesar de ter pedido no nosso amigo secreto das GDP um livro da Jojo , por eu amar a autora, não tinha a menor noção da sinopse dessa obra e não botava muita fé. Até que eu abri a embalagem do correio comecei a ler. 

Sinopse: Austrália, 1946. É terminada a Segunda Guerra Mundial, chega o momento de retomar a vida e apostar novamente no amor. Mais de seiscentas mulheres embarcam em um navio com destino a Inglaterra para encontrar os soldados ingleses com quem se casaram durante o conflito. Em Sydney, Austrália, quatro mulheres com personalidades fortes embarcam em uma extraordinária viagem a bordo do HMS Victoria, um porta-aviões que as levará, junto de outras noivas, armas, aeronaves e mil oficiais da Marinha, até a distante Inglaterra. As regras no navio são rígidas, mas o destino que reuniu todos ali, homens e mulheres atravessando mares, será implacável ao entrelaçar e modificar para sempre suas vidas. Com personagens únicas e uma narrativa tocante, Jojo Moyes conta uma história inesquecível que captura perfeitamente o espírito romântico e de aventura desse período da História, destacando a bravura de inúmeras mulheres que arriscaram tudo em busca de um sonho. 

A autora nos apresenta quatro jovens australianas que estão indo rumo a Inglaterra para encontrar com os soldados ingleses que se tornaram seus maridos durante a guerra, bem como a família deles. As quatro acabam ficando na mesma cabine e criam laços. Temos a doce, caipira e super grávida Maggie, a fútil Avice, a jovem demais para estar casada e sem um pingo de juízo Jean e a reclusa enfermeira de guerra Frances. 

Durante o mês e duas semanas que passam em alto mar elas se metem em várias confusões (não leia com voz do locutor da Sessão da Tarde, se leu, desleia!) especialmente por desrespeitarem uma das principais regras do navio, que é não falar com os homens da tripulação. Com o tempo vamos conhecendo a história de cada uma e como aconteceu cada casamento, bem como o medo que elas passam a sentir quando telegramas começam a chegar pedindo para algumas noivas desistirem da viagem, já que seus maridos não as querem mais. 

Jojo Moyes se inspirou na história de sua avó para escrever o livro. Para a avó de Moyes houve um final feliz, mas nem todas podem dizer o mesmo. Durante a viagem existe vários problemas que vão desde um médico alcoólatra e negligente até racionamento de água e violência. Como sempre, a autora sabe dosar o romance com o realismo. 

O Navio das Noivas já foi para minha lista de preferido, impossível não se emocionar e empolgar com as quatro recém casadas que se aventuraram atravessando o mundo apenas com a promessa de uma nova vida.

Título: O Navio das Noivas
Título Original: The Ship of The Brides
Páginas:384
Editora: Intrínseca

quarta-feira, 29 de março de 2017

[RESENHA] Madrugadas de Desejo - Jayne Fresina


"Quero um quartinho repleto de livros. Deve ter uma lareira e um cachorro velho dormindo em um cesto, logo ao lado. Algumas poltronas confortáveis com muitas almofadas. Tudo com vista para um belo jardim. Um lugarzinho só meu, onde ninguém nunca me incomode. Só isso."
  
Título Original: The Wicked Wedding of Miss Ellie Vyne
Título no Brasil: Madrugadas de Desejo

Série: Sydney Dovedale – Livro 02
Autor: Jayne Fresina
Tradução: Alice Klesck
Editora: Única
Páginas: 288


Sinopse: Um jogo de mistério e sedução que não terminará a menos que os dois se entreguem. A Inglaterra do século XIX é elegante, charmosa e aventureira. Um lugar onde é difícil não se deixar levar pelos deliciosos (e perigosos) jogos que lords e ladies libertinamente experimentam. Não poderia ser diferente na bela Brighton, o lar de Ellie Vyne e James Hartley: inimigos declarados desde a infância. Ellie sempre foi uma mulher de ideias a frente de seu tempo, temperamento forte, ousada e, principalmente, avessa a todas as tentativas de suas irmãs para lhe arrumarem um marido. Afinal, com 27 anos era um absurdo ainda perambular sozinha por aí. E é claro que James, um dos solteiros mais cobiçados da cidade, fazia questão de deixar clara sua desaprovação. Durante suas misteriosas escapadas, Ellie rouba algo muito precioso de James, que não terá paz até descobrir a identidade do ladrão. Querendo ou não, eles estão cada vez mais próximos. Como resistir ao charme de James e levar sua mentira adiante? Nesse jogo de perdição, Ellie arriscará tudo, inclusive seu coração. Enquanto James tenta desvendar o segredo da jovem, o desejo proibido que surge entre os dois será capaz de romper com todas as regras da alta sociedade inglesa.


A HISTÓRIA


Ellie Vyne e James Hartley nunca foram amigos. Seu laço já foi traçado anos antes, quando o tio de Ellie fugiu com a mãe de James, tornando as famílias inimigas. A única coisa que os jovens poderiam manter um com o outro era distância, o que por muito tempo foi mantido.

Certa noite, num baile de máscaras em Bath, os jovens - já não tão jovens assim - se encontraram. Ellie reconheceu James, mas James não reconheceu Ellie, o que lhe permitiu se apaixonar pela moça misteriosa. Meses depois do baile James ainda não sabia quem era a "Maria Antonieta" misteriosa, mas a procurava em cada par de olhos, e cada lábio, cada voz. Enquanto isso, Ellie continuava lutando por sua vida e dignidade.

De procedências completamente diferentes, James era podre de rico, enquanto Ellie era filha de um almirante aposentado que gastava mais do que recebia. Não seria difícil evitarem um ao outro, não fosse a mania de Ellie de se meter em confusão onde quer que passasse. E a última da moça foi se aliar ao Conde de Bonneville, um influente e trapaceiro que cruzou o caminho de Hartley.
O reencontro dos dois foi, no mínimo, explosivo, e deu a James a ideia de que a única forma de manter Ellie fora de apuros era que ela arrumasse um marido, e James estava disposto a sacrificar sua solterice (de 37 anos) em prol da paz e tranquilidade do povo em geral, para desespero de Ellie, que só queria cuidar do padrasto e ter uma vida tranquila de solteirona, e se vê perseguida por Hartley.
Envoltos num jogo de sedução e conveniências, o casal não percebe a paixão se aproximando, muito menos o amor surgindo, a não ser quando já é tarde demais para voltar atrás.



OS PERSONAGENS


"Essa novinha é terrorista, é especialista". [Michelle enlouqueceu] Não gente, é que Ellie Vyne realmente é uma terrorista. Tá, talvez nem tanto, mas que não é uma mocinha comum, isso é verdade. Onde já se viu uma dama frequentar clubes para cavalheiros vestindo calças e botas dando golpes nos sócios? Pois essa é Mariela Vyne! Entrando e saindo (sempre um pouco mais rica) dos lugares mais excêntricos sem ser pega, é um feito realmente memorável. Seu sangue com um "quê" de cigano não a permite sossegar, e a situação de sua família exige ajuda financeira, e como casamento com um homem rico parece estar fora de questão, golpes são o que sobram.

Numa dessas peripécias, encontra James Hartley, herdeiro de uma enorme fortuna, que conheceu anos atrás no interior, e desde então se tornaram inimigos mortais. James vive uma vida aristocrática, esbanjando dinheiro, frequentando os melhores círculos, vestindo-se impecavelmente, deixando os cuidados de suas propriedades nas mãos de terceiros, feliz alheio aos problemas do mundo. Solteiro altamente elegível com quase 40 anos, nunca viu necessidade de se casar, até se convencer de que Ellie precisava de um marido para doma-la, e que esse homem deveria ser ele.



A LEITURA


Pode parecer estranho começar uma série pelo livro 2, mas não senti nada que pudesse atrapalhar. Que delícia de leitura! O romance de Ellie e James não é clichê, e do início ao fim é cheio de surpresas... E que surpresas - algumas mais agradáveis do que outras, mas todas de tirar o fôlego. A leitura fluiu com naturalidade, e a narrativa me levou pra dentro da história, com seus personagens excêntricos, divertidos e nada sutis. A mocinha é diferente de tudo o que já li - não é muito comum encontrar uma mocinha trambiqueira num romance de Época! E eu adorei! Não tive vontade de parar nem um minuto sequer!



A EDIÇÃO [e a série]



Como eu já disse pra vocês, Madrugadas de Desejo é o segundo livro de uma série. Trata-se da série Sydney Dovedale, de Jayne Fresina, que é composta ao todo 4 livros: The Most Improper Miss Sophie Valentine, The Wicked Wedding of Miss Ellie Vyne (Madrugadas de Desejo), Lady Mercy Danforthe Flirts with Scandal, Miss Molly Robbins Designs a Seduction. Tem também um conto entre os livros 1 e 2, sobre Ellie e James, mas infelizmente, para ter acesso a toda essa festa, é necessário estar com o inglês afiado. Por algum motivo, desconhecido desta autora, a Editora Única, parte da Editora Gente, decidiu abrir seu catálogo para nossos queridos Romances de Época pelo segundo livro da série, e, para meu desespero, não existe previsão de trazer os demais para nosso país. Sendo assim, desesperem-se comigo!

Sydney Dovedale é uma cidade do interior da Inglaterra, uma vila pacata e tranquila, onde qualquer coisa diferente que aconteça se torna a fofoca local por semanas! É dessa vila que Jayne Fresina tira suas personagens protagonistas, como Ellie Vine. E se você ler Madrugadas de Desejo, vai conhecer também as outras protagonistas: Sophie Valentine,Lady Mercy (que apessar de não ser de Sydney Dovedale, seu parceiro é: Rafe Hartley), e Molly Robbins. Então, queridos, nem que eu vá ate as profundezas do Tártaro, lerei essa série!

Quanto ao mais, a Única está de parabéns. Não identifiquei erros, a diagramação está impecável, a capa é linda, tamanho padrão, e tradução que, acredito eu, não deixou perder nada do original. O tom irônico e cômico foi mantido com entusiasmo. Super aprovo!



AVALIAÇÃO GERAL


Comprei pela capa. Um fã de Romance de Época mais atento, como eu, reconheceu o vestido da capa - que foi usado em Sedução de Seda, da Loretta Chase, e em Uma noite como esta, das Smythe-Smith, da Queen Quinn. E devo dizer que não me arrependi nem um momento sequer. Leve, divertido, romântico e diferente em diversos aspectos, Madrugadas de Desejo me conquistou desde o prólogo! Super recomendo! E como já disse, farei o possível para ler o restante da série!

Beijinhos

Mih =) 



domingo, 26 de março de 2017

[Resenha]: Simplesmente o Paraíso

Título Original: Just Like a Heaven
Título no Brasil: Simplesmente o Paraíso
Série: Quarteto Smythe-Smith
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Tradução: Ana Rodrigues
Páginas: 272


Sinopse: "Honoria Smythe-Smith sabe que, para ser uma violinista ruim, ainda precisa melhorar muito…
Mesmo assim, nunca deixaria de se apresentar no concerto anual das Smythe-Smiths. Ela adora ensaiar com as três primas para manter essa tradição que já dura quase duas décadas entre as jovens solteiras da família. Além disso, de nada adiantaria se lamentar, então Honoria coloca um sorriso no rosto e se exibe no recital mais desafinado da Inglaterra, na esperança de que algum belo cavalheiro na plateia esteja em busca de uma esposa, não de uma musicista.
Marcus Holroyd foi encarregado de uma missão…
Porém não se sente tão confortável com a tarefa. Ao deixar o país, seu melhor amigo, Daniel, o fez prometer que vigiaria sua irmã Honoria, impedindo que a moça se casasse com pretendentes inadequados. O problema é que ninguém lhe parece bom o bastante para ela. Aos olhos de Marcus, um marido para Honoria precisaria conhecê-la bem (de preferência, desde a infância, como ele), saber do que ela gosta (doces de todo tipo) e o que a aflige (como a tristeza pelo exílio de Daniel, que ele também sente). Será que o homem ideal para Honoria é justamente o que sempre esteve ao seu lado afastando todo e qualquer pretendente?
Com seu estilo inteligente e divertido, Julia Quinn enfim apresenta ao público o Quarteto Smythe-Smith, o terrivelmente famoso e adoravelmente desafinado grupo musical que conquistou os leitores antes mesmo que as cortinas se abrissem para ele."


Quando eu li pela primeira vez sobre o concerto anual Smythe-Smith, no livro “Os Segredos de Colin Bridgerton”, fiquei curiosa sobre essa família que, mesmo sem talento algum, continuava oferecendo apresentações, ano após ano, é no mínimo, interessante. Então poder ler essa série foi muito bacana, principalmente porque o quarteto em questão é o mesmo que se apresenta no livro do Colin, o que garante a presença, mesmo que figurativa, da família Bridgerton.


No primeiro livro, a protagonista é Honoria Smythe-Smith. Ela é uma péssima violinista, e tem plena consciência disso. Mas como o concerto é uma tradição de família, e Honoria é extremamente fiel à sua família, ela toca com sorriso no rosto. Além disso, durante os ensaios ela pode passar mais tempo com suas primas, suas melhores amigas. Só uma coisa a deixa realmente triste: a ausência de Daniel, seu irmão mais velho, exilado no no continente por causa de grande mal entendido (mais detalhes são revelados nos próximos livros).
Marcus Holroyd, Conde de Chatteris, também sente muita falta do melhor amigo. Filho único, ele era um garoto muito sozinho até ingressar em Eton, quando conheceu Daniel e foi praticamente adotado pela família dele. Porém, diferente do amigo, que é muito sociável, Marcus é mais sério, mais centrado. E por causa da ausência de Daniel,  ele está responsável por zelar por Honoria, garantindo que ela não faça um casamento ruim.
Honoria e Marcus se conhecem desde sempre. E por isso o relacionamento entre os dois é muito natural, a conversa se desenrola com muita naturalidade. Eles inclusive possuem muitas coisas em comum, como a predileção por doces. Por causa disso, a gente pode ter a impressão que a relação se desenvolve com certa rapidez, agravada pelo fato que Marcus passa um bom pedaço da história bem doente. Por outro lado é um romance muito fofo, com dois protagonistas bem família, que agem como elo de ligação entre todos os personagens da série.
Nesse livro também conhecemos as outras personagens do livro. A dramática Sarah, a sarcástica Íris, a doce Anne e a obtusa Daisy. Também reencontramos personagens personagens queridos, como Gregory e Colin Bridgerton, e a inesquecível Lady Danbury. Uma belíssima apresentação para essa série, gostoso como um bolo de chocolate.

"Precisava de um livro. E talvez de outra soneca. E de um pedaço de bolo. Não necessariamente nessa ordem."



quinta-feira, 23 de março de 2017

[Resenha] A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard

Título original: Red Queen
Título no Brasil: A Rainha Vermelha
Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Número de páginas: 419



Norta. Este é o espaço fictício criado por Victoria para contar a história de Mare Barrow, uma jovem de 17 anos que vive num vilarejo chamado Palafitas. Este lugar é habitado apenas por vermelhos, a cor do seu sangue. É essa cor (do sangue) que define quem você é em Norta: vermelhos – sangue de pessoas comuns, que já nasceram com seu destino traçado: trabalhar para manter a sociedade, ou ir para a guerra. Prateados: sangues de pessoas que já nasceram nobres, todas possuem algum tipo de poder, alguns com menor importância, outros tão poderosos que dirigem seu reino. Vivem no topo da sociedade, comandam os vermelhos, que trabalham para servi-los.

A maioria dos vermelhos não tem consciência de sua situação no reino: apenas trabalham e temem os prateados, que são vistos por muitos como deuses. Mas não Mare. Apesar de não gostar de estudar, e viver dos pequenos furtos que comete diariamente em Palafitas, ela tem consciência de que tudo deveria ser diferente. Como não tem emprego, ao completar 18 anos será enviada para a frente de batalha, assim como seus três irmãos mais velhos já o foram. Mas, longe de se conformar com a situação, Mare pensa em um jeito de escapar do destino tão certo.

Apesar de não sentir remorso algum pelos roubos que pratica, Mare sente vergonha de sua família por viver assim: seus pais não aceitam sua condição, e acham que ela deveria ser como sua irmã mais nova, Gisa. Esta trabalha e mantém a família, já que a mãe sempre foi dona de casa e o pai está paraplégico devido a sua participação na guerra, que já dura mais de um século, travada contra os reinos vizinhos.

O melhor amigo de Mare, Kilorn, trabalha como aprendiz de marinheiro, e, mesmo tendo a mesma idade da amiga, não irá para a guerra por ter seu emprego. Contudo, seu mestre morre, e o rapaz fica desesperado, pois seus 18 anos já estão bem próximos, e isso o levará diretamente para a frente de batalha.

Vendo isso, Mare, que até agora tentava aceitar sua situação, se desespera junto com o amigo, e promete a ele que o livrará de ir para a guerra a qualquer custo. É nessa época que ela conhece Farley, uma mulher tanto misteriosa quanto poderosa, que cobra um valor exorbitante da garota para levar seu amigo e ela até um lugar seguro.

A jovem Barrow quer de todas as maneiras conseguir esse dinheiro, até que tenta roubar Cal, um tipo diferente que ela nunca tinha visto na vila. Só que ele percebe a tentativa de roubo, e pega Mare pelo braço. Quando ela acha que está perdida pelo seu ato, é surpreendida com a ajuda do rapaz. Além de lhe dar uma moeda de alto valor (que já daria para comprar a liberdade de Kilorn), no dia seguinte ela é chamada ao palácio: Cal arranjou um emprego para ela.



Tudo é novo, Mare está perdida num mundo estranho, tentando se adaptar à vida de criada (no mundo prateado, só há lugar para vermelhos como serviçais). No dia de sua estreia no palácio, várias jovens prateadas estão apresentando seus poderes, pois uma será a futura rainha: a escolhida do príncipe, nada menos que Cal.

O quanto a jovem Barrow ficou surpreendida por perceber que tentou assaltar o próprio príncipe, é algo imaginável. O inimaginável é o que vem a seguir: estando em perigo por ir parar inesperadamente no meio da apresentação das poderosas prateadas, Mare se defende e... surpreendentemente, algo inexplicável acontece, ela descobre que tem poderes.

Até então, poderes era coisa dos prateados. Nenhum vermelho na história havia apresentado algo semelhante. E este fato a põe numa situação inusitada: a bela e temível rainha Elara diz diante de todos que Mare possui sangue prateado de uma antiga casa já extinta... e todos acreditam.

A história se desenrola a partir daí, pois para proteger a si e à família, Mare tem de mentir a todos, aceitando a oferta da rainha. Ela entra num jogo perigoso, onde prateados das mais diversas casas (cada uma com um poder diferente) estão de olho nela. E ela não pode falhar. Dividida entre Cal, sempre muito justo, e seu aparentemente carinhosos e compreensivo irmão Maven, Mare viverá os mais diversos sentimentos: ter de se dividir entre a mentira de ser uma prateada e a busca pela justiça, pois não consegue aceitar a situação da sua família e de todos os vermelhos: uma pobreza que favorece apenas prateados.

Durante sua trajetória, Mare experimenta, além de grandes aventuras, um processo de amadurecimento pessoal e reconhecimento de novas verdades: aos poucos vai percebendo que ela não detém a verdade absoluta dos fatos.

A narrativa criada pela autora é bem envolvente, a própria Mare narra sua história, e o faz de maneira brilhante, nos prendendo a cada capítulo. Tanto o enredo quanto a narrativa são de tirar o fôlego, o tipo de história que queremos ler mais e mais até chegar o final.

Como faz parte de uma série, A Rainha Vermelha não tem uma história fechada, com um final definitivo. Este é o primeiro de uma série de quatro livros, além de um de contos e duas histórias digitais. Ao terminar o livro é impossível não pensar no próximo, em como Mare Barrow vai continuar a usar seus poderes: em favor próprio ou de todos os vermelhos?

A leitura vale muito a pena, fiquei bem surpresa com a história, tanto pelo enredo que é bem interessante, quanto pelo modo como a narrativa prende e surpreende. A autora, fã declarada de As Crônicas de Gelo e Fogo, está ganhando uma legião de fãs ao redor do mundo, e estes aguardam ansiosos o lançamento do último livro da série, que só sairá em 2018. Ah, o terceiro livro da série, A Prisão do Rei, foi lançado no Brasil dia 6 de março deste ano, e claro, já iniciei sua leitura. Agora é aguardar as próximas resenhas da série aqui no blog.



Série A Rainha Vermelha: 

Vol. 1: A Rainha Vermelha
Vol. 2: A Espada de Vidro
Vol 3: A Prisão do Rei
Extra: Coroa Cruel

Contos digitais
Canção da Rainha
Cicatrizes de Aço


terça-feira, 21 de março de 2017

[Resenha] The Crown


Quando Elizabeth Alexandra Mary nasceu, em abril de 1926, não havia a expectativa de nenhuma grande responsabilidade, afinal, o próximo monarca seria o seu tio Edward, Príncipe de Gales. Porém, em 1936, Edward abdicou do trono para se casar com Wallis Simpson. O casamento era reprovado pelo Parlamento e pela Igreja, já que Wallis era divorciada. Assim, o pai de Elizabeth ascende ao trono como George VI e ela passa a ser a herdeira presuntiva. 

A série anglo- americana The Crown, exibida pela Netflix, pretende retratar o reinado de Elizabeth II do início até os dias atuais. A primeira temporada começa o casamento da então princesa com Philip Mountbatten, em 1947, quando Elizabeth tinha 21 anos. Os dois eram primos em segundo grau e o enlace não ocorreu sem polêmica, uma vez que algumas das irmãs de Phillip foram casadas com figuras importantes da política da Alemanha nazista, tanto que ele teve que abrir mão do sobrenome masculino, pertencente a família real da Grécia e da Dinamarca, e adotar o materno, Mountbatten. 

Após o casamento os dois foram morar em Malta, onde Philip tinha um posto na Marinha Britânica. Porém, em 1951 o casal teve que começar a assumir compromissos oficiais representando a Coroa, como o tour pela Commonwealth, já que a saúde do Rei George VI encontrava-se bem debilitada. Em 1952 o Rei faleceu quando Elizabeth estava na África, durante a turnê. Porém a coroação foi em 1953, aos 27 anos. 

Desde o início a rainha enfrentou uma série de desafios, tanto na esfera política quanto pessoal. Seu casamento com Philip foi colocado a prova em vários momentos. Ele não aceitou muito bem a manutenção da casa de Windsor, uma vez que não poderia usar o próprio sobrenome, e sempre reclamou da falta de autonomia e ocupação real, tanto que passou a se comportar como um playboy. Outra questão que lhe deu muita dor de cabeça foi o relacionamento entre a Princesa Margaret e o capitão Peter Townsend. Mesmo simpática ao casal, ela não podia permitir o casamento como Rainha e Chefe da Igreja Anglicana, uma vez que Townsend era divorciado. Para continuar com Peter, Margaret teria que abdicar do título. Em muitos momentos a Rainha se sentiu incapaz de sua posição, já que não teve uma educação voltada para diversas áreas, não frequentando uma universidade, por ser uma princesa. Além disso, tudo era passível de interferência, até a escolha do secretário pessoal. 

Na política ela se viu em meio a disputa de poder dentro do Partido Conservador. Quando assumiu o trono, o primeiro ministro era o lendário Winston Churchill. Porém, apesar da popularidade, ele já estava velho e com a saúde frágil, mas não abria mão da posição, impedindo que seu sucessor, Anthony Eden. Além disso, foi durante a década de 1950 que começou o processo de descolonização da África e da Ásia, e portanto a redução da importância do Reino Unido na geopolítica global. A temporada termina em 1956, às vésperas da Crise de Suez. 

The Crown foi produzida por Peter Morgan, o mesmo roteirista de A Rainha. A primeira temporada recebeu o Globo de Ouro de melhor série dramática. A obra possui uma produção caprichada, incluindo fotografia, maquiagem e figurino. Além disso, as atuações são impecáveis, destacando-se Claire Foy como Elizabeth (ela ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz em série dramática), John Lithgow como Winston Churchill, Vanessa Kirby como Princesa Margaret e Matt Smith como Príncipe Philip, Jared Harris como George VI e Alex Jennings como Edward, Duque de Windsor. 

"God Save The Queen."



Título original em inglês: The Crown
Título no Brasil: The Crown
Ano produção: 2016
Dirigido por: Peter Morgan

sábado, 18 de março de 2017

[Resenha]: A Bela e o Ferreiro




Título Original: Beauty and Blacksmith
Título no Brasil: A Bela e o Ferreiro
Série: Spindle Cove - 3.5
Autora: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Tradução: A.C. Reis 
Páginas: 144



Sinopse: “Diana Highwood estava destinada a ter um casamento perfeito, digno de flores, seda, ouro e, no mínimo, com um duque ou um marquês. Isso era o que sua mãe, a Sra. Highwood, declarava, planejando toda a vida da filha com base na certeza de que ela conquistaria o coração de um nobre. Entretanto, o amor encontra Diana no local mais inesperado. Não nos bailes de debute em Londres, ou em carruagens, castelos e vales verdejantes… O homem por quem ela se apaixona é forte como ferro, belo como ouro e quente como brasa. E está em uma ferraria… Envolvida em uma paixão proibida, a doce e frágil Diana está disposta a abandonar todas as suas chances de um casamento aristocrático para viver esse grande amor com Aaron Dawes e, finalmente, ter uma vida livre! Livre para fazer suas próprias escolhas e parar de viver sob a sombra dos desejos de sua mãe. Há, enfim, uma fagulha de esperança para uma vida plena e feliz. Mas serão um pobre ferreiro e sua forja o “felizes para sempre” de uma mulher que poderia ter qualquer coisa? Será que ambos estarão dispostos a arriscar tudo pelo amor e o desejo?”



Novella é um gênero narrativo entre o romance e o conto. E a série Spindle Cove, possui, até o momento, três delas. A primeira Once Upon a Winter's Eve (Tradução livre: Era uma vez no Inverno) não foi publicada no Brasil e se situa entre o primeiro e o segundo livro e é protagonizado por Violet Winterbotton. Já a segunda, publicada após o terceiro livro, chegou aqui com a capa mais linda da série até o momento. A Bela e o Ferreiro conta a história da Diana Highwood e Aaron Dawes.



Estamos acostumadas, quando lemos romances de época, ver as mocinhas se apaixonarem por algum membro da nobreza, ou do exército. Tanto que causa certo estranhamento ver um ferreiro como o mocinho. Mas nesse caso, o relacionamento faz sentido, afinal vimos a aproximação entre os dois no primeiro livro. E esse acontecimento é determinante para o sentimentos de ambos, pois é ali que a atração passa para a admiração. 



Em um primeiro momento, Diana seria só uma moça linda com uma saúde frágil. E Aaron, apesar de ser atraente, é subestimado por sua posição social. Ao longo da história, ambos revelam outras características da suas personalidades. Força e coragem no caso de Miss Highwood, e Dawes não era só força bruta. Os dois protagonizam momentos românticos e cenas bem quentes.



Destaque a para a caçula Highwood, a jovem Charlotte, uma moça que não tem vergonha de falar o que pensa, e o misterioso sumiço de pertences na pensão, com um desfecho inesperado. 



Por enquanto ficamos por aqui, já que não há previsão para o lançamento das próximas obras (2 livros e 1 novella). Em breve contaremos nossas impressões da outra série da Tessa Dare, Castles Ever After, que já tem tem títulos publicados no Brasil. Inclusive rola um crossover entre as duas séries. Estou curiosíssima para ver o resultado. 



“Mas uma coisa é a sensação de poder, e outra é literalmente tomar as rédeas.”



terça-feira, 14 de março de 2017

Orange

Título no Brasil: Orange
Título Original:
オレンジ
Autora:Ichigo Takano
Tradução: Naguisa Kushihara
Editora:JBC
Volumes: 5
Sinopse:
No primeiro dia de aula do 2º ano do ensino médio, a tímida Naho Takamiya recebe uma misteriosa carta endereçada a ela, datada de 10 anos no futuro. O seu conteúdo relatava com detalhes minuciosos e comentários pertinentes todos os acontecimentos do dia de Naho, e qual a surpresa, não só o que estava escrito realmente acontecia como também o remetente era ela mesma.
O objetivo da carta era direcionar a “Naho do presente” a impedir o maior arrependimento da vida da “Naho do futuro”: o suicídio de Kakeru Naruse, o primeiro amor da garota. Como essas cartas chegam até Naho? Por quê Kakeru irá se matar? E o mais importante: será mesmo que saber o que vai acontecer ajuda a impedir o futuro de outra pessoa?
- - x - -

Hoje decidi trazer algo diferente aqui no blog pelo simples motivo que a historia me surpreendeu e me encantou de uma forma que eu não imaginava. Sim, hoje estou aqui para falar de um mangá e apresentar um pouco sobre esse universo.

Orange é um mangá de estilo Shoujo 1 que foi publicado no Japão no ano de 2014 com finalização em 20152 e chegou aqui no Brasil no ano de 2015 pela editora JBC. Ele mistura romance, mistério, drama e até um pouco de ficção cientifica, mas acho que o principal assunto nessa trama é a amizade e como nossas escolhas podem mudar completamente nossas vidas.

O enredo gira em torno da personagem Naho e seus amigos que juntos vão tentar mudar o seus destinos para salvar seu amigo Kakeru. Todos os personagens são super cativantes e cada um possui sua própria historia e seus próprios dilemas.

O mangá possui duas linhas do tempo, uma onde mostra eles com seus 16 anos e a outra quando eles já estão com 26. Só que não pense que mostra o futuro deles como vai ser, pois o eles de 26 anos que enviam uma carta para seu passado para assim tentar mudar o seu futuro, complicado? Falando assim pode até parecer, mas o desenvolver do mangá é muito bem feito e a trama se desenvolve de uma maneira fácil de entender.

A historia é muito cativante e sua vontade de saber se eles vão conseguir salvar o amigo ou não é algo de outro mundo, por ser mangá a leitura é bem tranquila e de fácil compreensão, junto com os desenhos que são simplesmente lindos.

Chega até ser difícil tentar falar o quanto adorei esse mangá, não é uma historia que você lê e acabou ele te faz refletir muito sobre sua própria vida, sobre seu passada e sobre o que vai ser o seu futuro. Será que você vai ter algum arrependimento assim como os personagens? Será que você poderia ter mudado algo? São alguns dos vários questionamentos que ele deixa, sem contar o fato de mostrar a importância dos amigos na nossa vida.
É simplesmente lindo!

Se você gosta de ler mangá e ainda não leu esse vale a pena ver. E se você nunca se interessou por esse tipo de leitura vale a pena dar uma chance para Orange, tenho certeza que não vão se arrepender. Mas se preferir ele possui um Anime e um filme ambos foram muito bem adaptados e vale a pena dar uma olhada também.






Gênero voltado para meninas, mas nada impede de qualquer um ler, ok?

Para quem não conhece os capítulos dos mangás são publicados no Japão em revistas semanais, mensais ou trimestrais.

sábado, 11 de março de 2017

[RESENHA] Escândalos na Primavera - Lisa Kleypas

Também fora mencionado que Daisy passava tempo demais com seus livros, o que provavelmente era verdade. Se lhe fosse permitido, Daisy passaria a maior parte de seus dias lendo e sonhando.
Sim, senhoras e senhores, comecei esse post com essa quote porque poderia muito bem trocar o nome de Daisy pelo meu... e provavelmente o de todos vocês! #SomosTodosDaisy

Sinopse

Daisy Bowman sempre preferiu um bom livro a qualquer baile. Talvez por isso já esteja na terceira temporada de eventos sociais em Londres sem encontrar um marido. Cansado da solteirice da filha, Thomas Bowman lhe dá um ultimato: se não conseguir arranjar logo um pretendente adequado, ela será forçada a se casar com Matthew Swift, seu braço direito na empresa.

Daisy está horrorizada com a possibilidade de viver para sempre com alguém tão sério e controlador, tão parecido com seu pai. Mas não admitirá a derrota. Com a ajuda de suas amigas, está decidida a se casar com qualquer um, menos o Sr. Swift.

Ela só não contava com o charme inesperado de Matthew nem com a ardente atração que nasce entre os dois. Será que o homem ganancioso de quem se lembrava era apenas fachada e ele na verdade é tão romântico quanto os heróis dos livros que ela lê? Ou, como sua irmã Lillian suspeita, o Sr. Swift é apenas um interesseiro com algum segredo escandaloso muito bem guardado?

Fechando com chave de ouro a série As Quatro Estações do Amor, Escândalos Na Primavera é um presente para os leitores de Lisa Kleypas, que podem ter certeza de uma coisa: embora as estações do ano sempre terminem, a amizade desse quarteto de amigas é eterna.

A História


Daisy Bowman é a filha caçula de um rico e influente empresário americano, que chegou a Londres recentemente com a intenção de casar suas duas filhas com membros da aristocracia britânica. Lillian, a irmã mais velha, conseguiu fisgar um conde, mas mais do que isso, conseguiu encontrar o amor. E Daisy, romântica e sensível como só ela, tinha todo o direito de encontrar o dela também.
No entanto, como o tempo estava passando e nada de Daisy arrumar um pretendente, seu pai resolve escolher por si mesmo, e escolhe seu maior puxa saco da empresa, Matthew Swift. O pouco que as meninas sabem dele o pinta como um homem arrogante, insensível, impessoal, um homem igual ao seu pai. E isso explica a admiração do mais velho pelo rapaz, que afirma que gostaria que fosse seu filho.
Daisy não gosta muito da ideia, e começa a se sentir aflita, imaginando o pior do homem que viu uma ou duas vezes na vida, e ja há anos. Sendo assim, a sua surpresa foi inimaginável.
Matthew surge como um perfeito mocinho de contos de fada. Um homem bonito, cavalheiro, charmoso, gentil, por um lado disposto a aceitar a recusa de Daisy, e por outro igualmente disposto a conquistá-la. No entanto, o rapaz esconde um segredo em seu passado que trás perigos ao seu futuro, e inicialmente não queria envolver Daisy, por quem sempre fora apaixonado, em seus problemas, mas quando a paixão se torna mais forte e se transforma em amor - correspondido - Matthew encontra em Daisy seu porto seguro, a boia que o mantém na superfície, e esse amor se mostra a unica coisa que realmente importa.


Os Personagens 

Como eu disse no início, Daisy é uma versão literária e aristocrática/rica de mim! Romântica, sensível, adora livros, e já está se tornando uma solteirona. E eu estou falando apenas de mim. Daisy é linda, esperta, aventureira, fofa... É realmente de admirar que tenha chegado a terceira temporada, com uma irmã casada com um conde, amigas bem estabelecidas, e  um dote pra lá de bom, e ainda não tenha um pretendente. Mas por mais doce que seja, nossa mocinha é persistente, e não vai desistir até encontrar o amor.

Gente, o que foi aquela cena de Matthew com a filha de Evie? Só eu me derreti nessa parte??? Minha reação foi tipo: 

No início do livro ninguém dá nada pelo Matthew. Lillian faz uma campanha #TodosContraMatthew e está disposta a enfrentar quem for para proteger a irmã de casar com um homem igual ao seu pai. Mas o que ninguém esperava é que por trás daquela fachada existia um homem sensível, romântico e extremamente apaixonado por Dayse, que é capaz de fazer qualquer coisa por ela, mesmo que isso signifique ficar distante. Com um passado misterioso, Matthew esconde parte de si. Muito inteligente, bonito, e conhecedor de suas qualidades, tem tudo para ser o genro perfeito, mas na verdade se mostra o homem pronto para ser o marido perfeito para sua amada

A Leitura 

Escândalos na Primavera conta com uma leitura super fluida, tipo nota 10. Como os personagens são mais flexíveis, e a história é mais leve - se é que isso é possível - a narrativa ficou ágil, com pitadas de humor, mistério, drama e, claro, romance na medida certa. É, talvez, um pouco menos clichê do que os outros, e menos arrebatador também, em parte, mas é encantador, capaz de arrancar risos suspiros.

A Série

As Quatro Estações do Amor, da autora Lisa Kleypas, começou a ser publicada pela Editora Arqueiro em 2015, com mais dois volumes em 2016, e o último mais recente em 2017. Composta pelos títulos Segredos de uma noite de Verão, Era uma vez no Outono, Pecados no Inverno e Escândalos na Primavera, a série vem contando a história das Flores Secas, Annabelle, Lillian, Daisy e Evangeline, as quatro solteironas que se unem a fim de arranjar maridos, quando nasce uma forte amizade.

Ah, e uma curiosidade interessante:
- Apesar de ter sido lançada no Brasil depois, a história é atrelada aos acontecimentos dos Hathaways, mas as histórias se passam antes. Nos EUA, a série As Quatro Estações do Amor foi publicada antes dos Hathaways, portanto, é uma boa ideia começar pelo começo! Alguns personagens reaparecem na outra série, e isso me deixou louca pra ler - sim, eu li na ordem correta, e recomendo pra todo mundo

A Edição

Preciso falar, mais uma vez, das capas dessa série. A Editora Arqueiro realmente caprichou nos detalhes. O colorido dando tom da primavera, que tem tudo a ver com a protagonista, ilustrou muito bem a história. Simplesmente amei. Quanto ao mais, o livro em si é de ótima qualidade, a diagramação é simples e bem feita e a revisão está nota 10!

Avaliação Geral 

Nunca vou me esquecer do grande peso da AMIZADE que essa série transmitiu. Nesse livro especificamente, a amizade entre as irmãs é acima de tudo. Mesmo sem concordar, o apoio da irmã mais velha foi crucial para Dayse e seu bem sucedido amor. A confiança que têm uma na outra é desmedido e intenso, e o amor entre as duas é palpável. Foi incrível ver com que fúria Lillian foi em defesa da irmã e do futuro cunhado.
O fechamento da série foi perfeito. Leve, divertido, feliz, do jeitinho que nós amamos! Ao descobrirmos o quão bem cada personagem se encaixa no outro, e o papel desempenhado por cada um, nos sentimos parte da história também, e é uma delícia nos imaginarmos nos embalos das flores secas. Uma coleção que guardarei com muito carinho!
E agora [sim, agora] partiu ler Os Hathaway!!!!

Beijinhos
Mih *-*






Título Original: 
Scandal in Spring 
Título no Brasil: Escândalos na Primavera
Série: As Quatro Estações do Amor - 4
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Tradução: Maria Clara de Biase
Páginas: 224