quinta-feira, 22 de junho de 2017

Um corpo, seis vítimas


 

Olá pessoal! Já faz muito tempo que não escrevo nada né? bem hoje eu trago pra vocês a resenha do livro Boneco de Pano do autor Daniel Cole e publicado pela editora Arqueiro. Vamos às informações técnicas dele?

Nome original: Ragdoll
Nome em português: Boneco de Pano
Autor: Daniel Cole
Tradutor: Marcelo Mendes
Editora:Editora Arqueiro
Páginas:336
Sinopse:Um corpo.Seis vítimas.

O polêmico detetive William Fawkes, conhecido como Wolf, acaba de voltar à ativa depois de meses em tratamento psicológico por conta de uma tentativa de agressão. Ansioso por um caso importante, ele acredita que está diante da grande chance de sua carreira quando Emily Baxter, sua amiga e ex-parceira de trabalho, pede a sua ajuda na investigação de um assassinato. O cadáver é composto por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano.
Enquanto Wolf tenta identificar as vítimas, sua ex-mulher, a repórter Andrea Hall, recebe de uma fonte anônima fotografias da cena do crime, além de uma lista com o nome de seis pessoas – e as datas em que o assassino pretende matar cada uma delas para montar o próximo boneco. O último nome na lista é o de Wolf.
Agora, para salvar a vida do amigo, Emily precisa lutar contra o tempo para descobrir o que conecta as vítimas antes que o criminoso ataque novamente. Ao mesmo tempo, a sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf, e o detetive teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele – e com seu passado – do que qualquer um possa imaginar.
Com protagonistas imperfeitos, carismáticos e únicos, aliados a um ritmo veloz e uma deliciosa pitada de humor negro, Boneco de pano é o que há de mais promissor na literatura policial contemporânea.


Antes de tudo preciso falar sobre a minha vivência no gênero! comecei a ler livros policiais na época do colégio com os livros do Pedro Bandeira (coraçõezinhos cheios de amor para ele) e a coleção Os Karas que conta a história de um grupo de estudantes que acabam, de alguma forma, se envolvendo em algumas investigações e o livro A marca de uma lágrima (também do autor) que por mais que esteja mais no campo do romance e tudo mais acaba tendo um pézinho no gênero policial. Depois desse começo lindo no gênero passei para o livro Do outro lado da autora Natsuo Kirino que conta a história de donas de casas japonesas que resolvem trabalhar retalhando corpos para que eles sejam desovados (vocês não leram errado!), este livro acompanha dois lados os das donas de casas e dos investigadores que tentam descobrir os responsáveis por essa “equipe de limpeza”. Depois disso parti para séries de investigação criminal e livros do Sherlock Holmes pra cair em Harlan Coben. Ou seja, por mais que eu não goste de dizer que tenho um gênero favorito e tentar ler de tudo um pouco tenho que admitir que esse é o gênero que deu início a minha vida de leitora e provavelmente o que mais lí até hoje.

Agora vamos falar sobre o autor? Acredito que nesse caso dar uma olhada no “background” dele vai te ajudar a entender um pouco mais da história e a minha avaliação sobre o livro em si.

Como vocês puderam ver pela sinopse e pelo background do autor o livro parecia ser um thriller policial que me deixaria com os pelos arrepiados, virando noites sem dormir para descobrir o final, com surpresas a cada virar de página e encharcado de sangue né? Mas não foi bem isso que eu achei…Preciso dizer que o livro é muito bem estruturado e segue uma linha temporal bem interessante, por ficar indo e voltando em um episódio do passado que se liga diretamente com o aparecimento do Serial Killer e o fato de ele ir revelando essas informações aos poucos foi uma idéia de mestre, mas tive problemas em simpatizar com os personagens….
Por todo o Background que ele tem eu esperava que o livro fosse me deixar mais empolgada e me envolvesse mais na investigação e com o s investigadores em si, mas o autor me deu a sensação de que estava faltando alguma coisa. não sei se coloquei muita expectativa já que a idéia era tão original ou se simplesmente eu já estou tão calejada em estórias policiais que esperava que esse livre fosse totalmente inovador….

Agora, você está pensando que eu não recomendo esse livro? Pois está muito enganada (o) recomendo sim! Principalmente para aquelas (es) leitoras (es) que estão querendo se aventurar pela primeira vez no gênero!

terça-feira, 13 de junho de 2017

Especial Dia Dos Namorados: Escolha seu Austen Boy

Olá Olá, Ladies and Gentlemen! 

Hoje, em comemoração ao dia dos namorados, trazemos pra vocês os solteiros mais cobiçados do século XIX:


Fitzwilliam Darcy


 Ele é orgulhoso, um pouco arrogante e bastante presunçoso.

Nosso candidato número 1 arrasa corações. Rico, culto e bonito, ele é o sonho de muitas garotas com seu jeito misterioso e taciturno. No entanto, haja paciência! Sim, senhoritas, mesmo as mais apaixonadas por Mr. Darcy tem de me dar razão quando digo que para namorá-lo, você precisa ter muita paciência. Primeiramente porque você vai ter que ensiná-lo a não julgar sua família por ouvir um pagodinho no domingo, fazer churrasco na laje e causar na vizinhança algumas vezes... Até porque, que graça teria a vida sem uns barracos a la Casos de Família de vez em quando? Ah, e claro, ele é confiante a ponto de ser presunçoso. Ele vai achar que você está na dele só porque, bom, ele é ele.
Mas, nosso querido bonitão também sabe ser um amorzinho. Ele é o tipo de cara que vai estar sempre disposto a te ajudar e cuidar de você, é muito família e está sempre preocupado com o bem estar de todos.  Darcy é sem dúvida um partidão e quando apaixonado vai espalhar aos sete ventos elogios sobre você, mesmo que você não toque piano tão bem assim, e fará de tudo para que você se sinta amada e valorizada. Ele sabe aprender com seus erros e por mais que se mostre difícil no começo, com o passar do tempo você descobrirá um homem gentil, honesto e de bom coração.

(E olha esse sorriso! Quem resiste a esse sorriso?!)




Frederick Wentworth


Outro espécime um tanto orgulhoso, mas muito charmoso.

Frederick é simpático, agradável e sociável, ele é muito querido pelos amigos e é difícil conviver sem se apaixonar. PORÉM, se por um acaso vocês brigarem, NUNCA termine com ele, ele pode desaparecer e ficar oito anos sem olhar na sua cara (kkkkkkk). Sim, meu bem, oito anos sem notícias do boy. Claro, você pode acreditar em destino e esperar o retorno dele, porque acredite, ele volta e com uma mensagem de “oi, sumida, sdds”. 

Na verdade, é tempo suficiente pra investir na sua carreira, fazer faculdade, pós... Alô você que quer focar na vida profissional e esperar um pouco mais pra trocar status de facebook com o crush, se envolva com o Fred e depois brigue com ele que é sucesso, até ele reaparecer você já virou a nova Miranda Priestly!
Aliás, é bem isso que ele vai fazer também. Se no começo do namoro o encontro romântico de vocês era comer pastel e dividir guaraná, pode esquecer e se preparar pra uma vida de Outback! O reencontro vai trazer o mesmo cara charmoso, atencioso e gentil... Só que rico e bem sucedido.  Pra melhorar a situação, Fred adora o mar, então prepare-se pra velejar no verão e tomar sol nas praias mais lindas e desertas. Suspiros eternos.


Edward Ferrars


Há quem goste.

Edward é um tipo de homem bem pé no chão, então se você espera uma paixão avassaladora e um romance a la Romeu e Julieta, fuja, querida. Edward é culto, tem um bom papo, é notavelmente inteligente e pode ter tudo a ver com você... Mas ele vai demorar muito pra tomar uma iniciativa. E como vai. Ele é discreto e não gosta de causar conflitos, por isso mesmo, ele ainda não terminou de verdade com a ex e está há meses esperando que ela termine. Sim, meu bem, você vai se encantar por esse homem e vai descobrir que ele é comprometido e não tem as rédeas da própria vida. Dependente da mãe-megera, ele não vai enfrentá-la pra ficar com você logo de cara. Na verdade, ele só vai fazer isso quando você achar que tudo está perdido.
Sabe quando você resolve dar um Let It Go e baixa o tinder? Então, é nesse momento que ele vai aparecer todo decidido e vai te pedir em namoro. Meu conselho é o seguinte: se você gostou, tome a iniciativa, se esperar por ele, vai esperar por meses.


Charles Bingley


Ele é uma graça! Fofo, divertido, bem humorado, bonito e do tipo que topa qualquer rolê.

Ele não tem medo de se apaixonar e se atira logo de cara. Se ele se encantou por você, vai se tornar tão evidente que todo mundo vai começar a shippar. Pode esperar cartas de amor, serenatas e um grudinho, porque ele vai querer passar todos os minutos possíveis com você.

O único problema dele é: insegurança. Bingley é tão inseguro, mas tão inseguro, que se você não deixar claro que o interesse dele é correspondido, ele vai sumir e tentar te esquecer. Esqueça essa história de fazer joguinhos e pode começar a preparar os cartões de dia dos namorados, o carro de som e escolher as fotos fofas pra postar no instagram, nosso doce Charles precisa se sentir amado. Daí pra frente é só alegria, sua família vai adorá-lo, os amigos vão amá-lo e você vai se sentir a pessoa mais amada e sortuda do mundo.



Ps: só cuidado com o grude excessivo e estabeleça limites, Bingley pode, sem querer, acabar te sufocando um pouquinho.


George Knightley

O namorado-melhor amigo de infância.


Ele tem um humor ácido e não tem medo de zoar você, afinal, vocês se conhecem como a palma da mão. Knightley é aquele amigo com quem você cresceu pode conversar sobre qualquer coisa, ele está sempre preocupado com o seu bem estar e faz de tudo para te ajudar, apesar de não ter medo de te alfinetar e repreender de vez em quando. 

Vocês frequentam tanto a casa um do outro que além de seu amigo, ele é considerado amigo da família, e quando ele não vai à sua casa, a sensação é de que um dos moradores está ausente. Ele está em todas as fotos de aniversário, natal e ano novo e sempre aparece pra tomar aquele cafezinho e fofocar sobre a vida alheia. E sim, você o adora. Vocês já estão habituados com os gostos e manias um do outro e conhecem muito bem os defeitos, o que faz com que se entendam muito bem e saibam lidar um com o outro.
 O único contra é que, bem, vocês só vão perceber que se amam quando aparecerem outros crushs (kkkk). A boa notícia é que, se vocês sentarem pra conversar, não vai demorar até reconhecerem que o sentimento é recíproco e se tornarem um dos casais mais perfeitos e complementares que Austen já criou.

Coronel Christopher Brandon

O sugar daddy.

Brandon é ex militar, todo certinho e cavalheiro, mas é muito fechado.
Na verdade, vai demorar muito até que ele se abra e te mostre que, na verdade, ele só é alguém que foi muito machucado.
 Mais velho, galante e com uma renda alta, enquanto suas amigas vão ao Mc Donald’s, ele te leva ao The Fifties e banca o rolê todo. Ele provavelmente vai investir muito em você, presentes caros, roupas pra lá de estilosas e quem sabe até banque a sua faculdade... Só não espere dele uma ida à balada ou a um show lotado, ele é mais do tipo que curte um cinema e um jantar num lugar bacana. Afinal, sejamos honestas, a diferença de idade entre vocês é bem grande... Na verdade, ele tem quase idade pra ser seu pai e, por isso mesmo, conciliar os gostos de vocês pode ser um desafio às vezes, mas nada que um pouco de dedicação não resolva e um namorado maduro não compense.


(Ah, e você sempre pode se deliciar com a atuação dele em Harry Potter kkkkkkkkk)


Nota: Meninas, espero que vocês se divirtam lendo tanto quanto eu ao escrever, mas não me caçem com tochas e forcas se eu demonizei o Amor Austeniano de vocês, é só brincadeira. Beijinhos, Nat

terça-feira, 6 de junho de 2017

VI Encontro Nacional da Jane Austen Sociedade do Brasil

Como dizemos aqui no blog, "É uma verdade universalmente reconhecida que toda leitora precisa de amigas leitoras para conversar sobre suas paixões literárias." E a nossa maior paixão literária é Jane Austen. No mundo todo há pessoas que se reúnem para conversar sobre os mais variados aspectos da obra da Miss Jane Austen, e no Brasil não poderia ser diferente. Por isso, desde 2009 existe a Jane Austen Sociedade do Brasil, que nasceu da paixão de várias pessoas que se conheceram em uma comunidade do finado Orkut sobre Orgulho e Preconceito. Desde então, a sociedade possui um blog que possui as mais diversas informações sobre a escritora. 


Além disso, o grupo se propôs a organizar Encontros Nacionais. O primeiro foi em 2009, na cidade de Ouro Preto. Desde então foram realizados mais cinco encontros. O último foi realizado esse final de semana em Belo Horizonte, do qual participei como ouvinte.


As palestras de sábado e domingo

O VI Encontro Nacional da Jane Austen Sociedade do Brasil teve como tema “Celebrando o Legado de Jane Austen”, uma vez que esse ano completa 200 anos da morte da Jane Austen. Assim o encontro integra a programação de homenagens a nossa querida autora. 


O evento aconteceu entre os dia 02 e 04 de junho, no Memorial Minas Gerais Vale, na Praça da Liberdade. Não pude comparecer ao primeiro dia por motivos profissionais. Ao longo desses três dias foram apresentados trabalhos que lançaram olhares bem interessantes sobre as obras da Jane Austen, ao analisar temas como a transposição das obras da Jane Austen para outras mídias, o significado dos objetos mais comum na Inglaterra Regencial, a maternidade, o casamento, os direitos da mulher naquela época e o contexto histórico do período, reforçando assim o lugar da Jane Austen na literatura mundial. Além disso, o encontro foi uma oportunidade de conhecer outras pessoas apaixonadas não só pelos livros e adaptações, como também pela própria Jane Austen. 

Eu (Aline) e a Adriana Sales

O encerramento do encontro foi com a palestra “Afinal, quem foi Jane Austen?”, apresentada pela pela presidente da Jasbra Adriana Sales. O encontro também foi marcado pelo anúncio da criação da revista LITERAUSTEN, que publicará vários estudos. 

Anúncio do próximo encontro: Persuasão
O próximo encontro já está marcado. No ano que vem celebraremos o bicentenário de publicação de PERSUASÃO no VII Encontro Nacional, sem local definido. Um evento que recomendo a todas e todos que são apaixonados pela Jane Austen.


quinta-feira, 1 de junho de 2017

[RESENHA] Anne with an E - Especial Netflix



Anne with an 'E' estreou na Netflix no dia 12 de maio, e já arrebatou uma legião de corações. Perfeita para fãs de dramas e comédias leves, possui um contexto histórico consistente, e uma fidelidade literária digna de menção.
Para aqueles que não sabem, Anne with an 'E' é uma adaptação da obra literária de Lucy Maud Montgomery, Anne de Green Gables. Publicado em 2015 pela editora Pedrazul, a obra esgotou nos estoques, motivando a publicação das demais obras da série - composta ao todo por 8 livros. Sendo assim, assistir Anne with an 'E' requer certo recorte histórico... e uma caixinha de lenços.


Composta por 7 episódios, a primeira temporada de Anne foi um sucesso absoluto. Apresentando a protagonista, o primeiro episódio conta com 1h30' de duração, numa espécie de filme com final aberto. A história da pequena Anne é tocante, e infelizmente mais real do que parece, o que a torna ainda mais comovente. Pequena, magra, ruiva numa sociedade que despreza essa característica, pobre e orfã desde os 3 meses de idade, sofreu maus bocados na infância. Adotada e devolvida diversas vezes, trabalhou desde muito cedo para sobreviver, em casas de diversas famílias, como empregada, babá, cortando lenha, presenciando e sofrendo humilhações e agressões - cenas abordadas pela série em formato de flashes de memória.


Mas a série começa com os irmãos Cuthbert. Marilla e Matthew são já senis donos de Green Gables, no condado de Avonlea. Solteiros e sem filhos, o trabalho começa a se tornar pesado demais, e os dois decidem adotar um menino para ajudar nos cuidados com a terra e os animais. Mas um erro de comunicação lhes trás Anne, que muda a vida de Green Gables completamente. 
Com uma mente livre e um talento nato para se meter em confusão, Anne vai aos poucos conquistando seu lugar na família Cuthbert, na sociedade de Avonlea e no mundo.
Acredito que a palavra-chave em questão seria FAMÍLIA.
Uma lebre que foi levantada nos últimos anos, a definição de "família" é com certeza o tema central da série. Quando dois irmãos decidem adotar uma criança, como filha - não como empregado, a sociedade começa a olhar de forma diferente para os Cuthbert, não por serem estranhos, ou estarem errados, mas poque era uma atitude nova. Tanto no livro quanto na série esse tema foi bastante destrinchado, mostrando uma menina que apenas queria ser parte de uma família, e todos os desafios que lhe foram apresentados.
Não vou dar spoilers, mas como leitora da obra original posso garantir a fidelidade da série em relação a obra literária. A escolha dos atores para representar esses personagens tão únicos foi perfeita. Fiquei impressionada positivamente com Geraldine James, atriz que interpreta Marilla, e o faz de maneira verdadeiramente convincente. Mas os aplausos vão para a pequena Amybeth McNulty, atualmente com 15 anos - fato que eu fiquei assustada ao descobrir, porque ela realmente parece uma criança - que dá vida e voz à pequena Anne, é esperta o suficiente para entender a personalidade e vivê-la com veracidade.


Preciso ressaltar a fotografia e ambientação da série com uma palavra que Anne gosta bastante: Deslumbrante! A fazenda é exatamente como imaginamos ao ler as palavras de Montgomery, e a fotografia nos transporta para 1878, época em que se passa a história.
A série apostou em focar não apenas em Anne, mas em assuntos delicados que são abordados no livro, alguns de forma profunda, outros de forma superficial. Bullying, violência e trabalho infantil, relação homo afetiva entre mulheres, igualdade de gênero, são grandes temas que compõem o drama de Montgomery, que possui um tom mais cômico do que a série apresenta.
Mas a aposta da Netflix cumpriu sua proposta, trazendo as fantasias infantis da pequena órfã, e as relações entre as pessoas, sempre pautadas em amor e aceitação. A série também traz alguma contemporaneidade, modernizando um pouco o linguajar vitoriano original, o que é ousado - como todo jogo em que envolve riscos, não acerta sempre, mas também não se afasta de todo da comédia dramática de Montgomery.

Por fim, só podemos aguardar a atualização da série na plataforma, e a publicação das continuações pela Pedrazul, que já anunciou a pré-venda de Anne de Avonlea no site oficial (clique aqui e saiba mais). Eu já garanti o meu. Corra e garanta o seu também com preço promocional de pré-venda! 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Princesa de Pepel ( The Royals- Livro 1)

Título no Brasil:  Princesa de Papel
Título Original: Paper Princess
Autora: Erin Watt
Tradução:Regiane Winarski
Editora: essência
Páginas:368
Sinopse:
Ella Harper é uma sobrevivente. Nunca conheceu o pai e passou a vida mudando de cidade em cidade com a mãe, uma mulher instável e problemática, acreditando que em algum momento as duas conseguiriam sair do sufoco. Mas agora a mãe morreu, e Ella está sozinha. É quando aparece Callum Royal, amigo do pai, que promete tirá-la da pobreza. A oferta parece tentadora: uma boa mesada, uma promessa de herança, uma nova vida na mansão dos Royal, onde passará a conviver com os cinco filhos de Callum. Ao chegar ao novo lar, Ella descobre que cada garoto Royal é mais atraente que o outro – e que todos a odeiam com todas as forças. Especialmente Reed, o mais sedutor, e também aquele capaz de baixar na escola o “decreto Royal” – basta uma palavra dele e a vida social da garota estará estilhaçada pelos próximos anos. Reed não a quer ali. Ele diz que ela não pertence ao mundo dos Royal. E ele pode estar certo. 

- - x - -

Princesa de papel foi um livro que achei por um acaso, ele me chamou atenção pela sua capa com detalhes dourados e sua sinopse que deixa qualquer um morrendo de vontade de ler. Se vale a pena? Digo que sim, vale!

A historia apesar de ser um pouco clichê (a menina pobre que vai para um mundo de ricos ,cheio de garotos maravilhosos e que sofre um bocado para se encontrar em meio a essa riqueza todo, sem contar as inimigas e afins) ela foi feita de uma forma muito envolvente e de uma leitura super fácil e gostosa, quando dei por mim já estava no final.

O mistério envolvendo tanto a vida da protagonista , Ella, quanto da historia dos cinco garotos da família Royal é o ponto mais forte da trama, sem eles o livro seria bem massante, mas graças a esses mistérios do passado e das personalidades dos protagonista fez com que o livro se tornou algo bem interessante e de uma certa forma conseguiu fugir um pouco daquele clichê que já foi falado.

Os personagens foram bem construídos e possuem personalidades bem forte e marcante o que faz em certos momentos você amar um deles e odiar o outro e em outra partes mudar de ideia completamente.

O livro é uma trilogia e vou ser sincera, apesar desse ter terminado deixando aquele ar de curiosidade, estou preocupada dele se tornar algo cansativo e repetitivo nos próximos dois livros. Como minha curiosidade é maior não vejo a hora de ler os próximos.


OBS.: Erin Watt é o pseudônimo usados pela união de duas autoras Elle Kennedy e Jen Frederick .

terça-feira, 9 de maio de 2017

2º Encontro de Fãs de Jane Austen - Rio de Janeiro


No último domingo, 07 de maio, tivemos nossa segunda edição do Encontro de Fãs de Jane Austen, acontecendo na Livraria da Travessa do Shopping Leblon. Nessa edição contamos mais uma vez com a organização e direção da garota de Pemberley Michelle Motta e da autora Laís Rodrigues, e o apoio da Livraria da Travessa e da nossa editora parceira Pedrazul. 


Nessa edição, mantivemos o foco nas influências de Jane Austen, os autores que a inspiraram e autores que foram inspirados por ela. Centralizamos o tema Orgulho e Preconceito, e comentamos algumas adaptações dessa obra quase divina! Confira:

Começamos falando sobre as autoras que com certeza estavam presentes na prateleira de Jane Austen.
 - Frances Burney - Autora de Camila, Cecília e Evelina, uma das autoras favoritas de Jane Austen e que foi grande inspiração em diversos dos temas das obras de Austen.
 - Ann Readcliff - Autora gótica em voga na época de Austen, homenageada com a obra A Abadia de Northanger.
 - Maria Edgenworth - Autora de Belinda, e que admirava e era admirada por Austen, cuja influência em seus escritos pode ser percebida quase de olhos fechados!

Passamos então a comentar sobre obras que foram inspiradas por Orgulho e Preconceito, obra mais conhecida da autora e que ganhou diversas adaptações:
 - O Diário de Mr. Darcy [Amanda Grange] - publicado pela Editora Pedrazul, essa adaptação vem em formato de diário trás anotações do próprio Willian Darcy, começando antes dos acontecimentos de Orgulho e Preconceito e nos apresentando talvez uma nova face desse herói já tão amado.
 - Morte em Pemberley [P.D. James] - é a aventura da Agatha Christie contemporânea (como é amplamente conhecida) dentro do universo de Jane Austen, nos inserindo num misterioso assassinato dentro da propriedade do Sr. Darcy às vésperas do baile anual de outono, alguns anos após seu casamento com Elizabeth.
 - O Diário Secreto de Lizzie Bennet [Barnie Su] - traz as emoções de Orgulho e Preconceito para os dias de hoje, um incrível desafio que foi deliciosamente cumprido, em formato de Vlog e Livro.
 - As Sombras de Longbourn [Jo Baker] - é a fusão de Downton Abbey e Orgulho e Preconceito, narrando os acontecimentos nos andares de baixo da casa da família Bennet que são simultâneos aos acontecimentos do livro original, dando um novo vislumbre à casa que já "visitamos" tantas e tantas vezes e dos acontecimentos de bastidores da obra favorita de grande parte de nós.
 - Orgulho e Preconceito e Zumbis [Seth Grahame-Smith] - é a adaptação mais controversa dos 200 anos de Orgulho e Preconceito! O livro, e posteriormente o filme, que recebeu elogios e chuvas de críticas traz zumbis ao universo de Austen, tornando nossos mocinhos caçadores de zumbis, e transformando em mortos-vivos alguns personagens tão conhecidos por nós em situações divertidas - outras nem tanto - e polêmicas.
 - Primeiras Impressões [Lais Rodrigues] - foi relançado pela Editora Arqueiro, trazendo os protagonistas Darcy e Elizabeth para o Brasil, dando um novo e moderno corpo ao romance clássico, deixando-o um pouco mais ensolarado!
Foto de uma das espectadoras.

Ao final, falamos um pouquinho de Elizabeth Gaskell, autora britânica fortemente influenciada por Jane Austen, e que escreveu grandes clássicos, como Norte e Sul/Margareth Hale, Cranford, O Chalé de Moorland e Esposas e Filhas. A autora será tema de um próximo encontro de fãs no rio de Janeiro.

Tivemos sorteio com Quiz especial, Bingo e Sessão de autógrafos. Um encontro divertido, leve, cheio de presentes para todos que queriam levar uma lembrancinha para casa!

E aguardem... vem mais por aí! 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Irmãos de Sangue

Título Original: Blood Brothers
Título no Brasil: Irmãos de Sangue
Autora:Nora Roberts
Tradução: Maria Clara de Biase
Editora:Arqueiro
Páginas:
288
Sinopse:
A misteriosa Pedra Pagã sempre foi um local proibido na floresta Hawkins. Por isso mesmo, é o lugar ideal para três garotos de 10 anos acamparem escondidos e firmarem um pacto de irmandade. O que Caleb, Fox e Gage não imaginavam é que ganhariam poderes sobrenaturais e libertariam uma força demoníaca. Desde então, a cada sete anos, a partir do sétimo dia do sétimo mês, acontecimentos estranhos ocorrem em Hawkins Hollow. No período de uma semana, famílias são destruídas e amigos se voltam uns contra os outros em meio a um inferno na Terra. Vinte e um anos depois do pacto, a repórter Quinn Black chega à cidade para pesquisar sobre o estranho fenômeno e, com sua aguçada sensibilidade, logo sente o mal que vive ali. À medida que o tempo passa, Caleb e ela veem seus destinos se unirem por um desejo incontrolável enquanto percebem a agitação das trevas crescer com o potencial de destruir a cidade. Em Irmãos de sangue, Nora Roberts mostra uma nova faceta como escritora, dando início a uma trilogia arrebatadora em que o amor é a força necessária para vencer os sombrios obstáculos de um lugar dominado pelo mal.

- - X - -

Nesse livro a Nora Roberts me surpreendeu de todas as maneiras possíveis, estou acostumada com os seus romances que por sinal adoro, mas ainda não tinha lido nada dele nesse estilo de Irmão de Sangue. Nesse livro temos umas mistura de mistério, terror, é claro um pouco de romance e principalmente um forte laço de amizade e companheirismo.

A narrativa é muito bem feita,os relatos dos fenômenos e mistérios são de causar arrepios de tão bem detalhados e o enredo possui um desenrolar muito gostoso, apesar de aterrorizante em alguns momentos, a historia flui e em cada página uma nova surpresa de te espera. E para falar a verdade a curiosidade para saber como tudo vai se resolver é imensa que não sei como vou fazer para esperar a continuação, Imãos de Sangue é o primeiro livro da trilogia A Sina do Sete e por ser o primeiro fiquei preocupada de ser um pouco cansativo e ficar enrolando com a narrativa, mas muito pelo contrario ele já foi maravilhoso e os próximos prometem ser ainda melhor.

O mistério que envolve a historia dos amigos Calab, Fox e Gage mistura fatos do presente com diversos acontecimentos do passado e o que eu mais amei no livro é o fato dele mostrar como são esses personagens e não ficar só focado nos demônios e no enredo aterrorizante, cada personagem é muito bem desenvolvido e durante o livro conseguimos acompanhar a vida deles e ver o crescimento deles e da amizade que envolve os três.


Para quem está procurando um livro com um bom mistério e terror esse é super indicado. E agora só ficar aguardando a continuação para saber como tudo isso termina.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

[RESENHA] Os Mistérios de Sir Richard - Julia Quinn

Aquela leitura que você termina com um suspiro...


Título Original: The Secrets of Sir Richard Kenworthy
Título no Brasil: Os Mistérios de Sir Richard
Série: Quarteto Smythe-Smith - 4
Aurota: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Tradução: Simone Lemberg Reisner
Páginas: 280
Sinopse: Sir Richard Kenworth tem menos de um mês para encontrar uma esposa…
Por isso sabe que não pode ser muito exigente. Mas, quando vê Iris Smythe-Smith ao violoncelo no tradicionalmente desafinado recital de sua família, pensa que o destino trabalhou a seu favor. Ela é o tipo de garota que não atrai muitos olhares, porém algo o faz ter certeza de que é a escolha perfeita.
Iris Smythe-Smith já se acostumou a ser subestimada…
Com seu cabelo muito claro, a pele alva e o jeito discreto, ela quase sempre passa despercebida, ainda que seja a única do Quarteto Smythe-Smith que realmente sabe tocar um instrumento – não que alguém consiga escutá-la em meio à cacofonia dos concertos. Por isso, quando o charmoso Richard Kenworthy pede para ser apresentado a ela, Iris fica envaidecida, mas também desconfiada.
E quando o pedido de casamento dele se transforma numa situação comprometedora, Iris tem a sensação de que ele está escondendo algo… ainda que Richard pareça mesmo apaixonado e que o coração dela esteja implorando para que diga sim.

A História

Iris Smythe-Smith nunca foi a flor do baile, nem a Rainha da noite. Era bonita, sim, mas não arrebatadora, nem o suficiente para ser convidada a dançar todas as danças de um baile. E ainda tinha o recital para afastar ainda mais seus admiradores. Como Sarah, Iris odiava os recitais. Parecia ser a única com algum talento para música, mas isso não significava nada. Os recitais eram odiosos, e como não tinha muita esperança de se casar antes do próximo, já se martirizava por antecedência. Até que uma noite de recital terminou de forma bem diferente.
Sir Richard Kenworthy, um baronete de uma região do extremo norte da Inglaterra, nunca foi dado a permanecer em Londres durante as temporadas. Mas dessa vez ele tinha certa urgência em arrumar uma noiva. De preferência com um bom dote, mas a urgência não o permitia fazer muitas exigências. E ao comparecer ao recital das Smythe-Smith, sua intenção era selecionar uma mulher desesperada que o aceitasse de imediato, mas seus olhos capturaram a inteligência e perspicácia de Iris no palco, e ela foi sua eleita, mesmo com o pequeno dote.
Sir Richard não tinha tempo, então a melhor forma de garantir um casamento as pressas era comprometendo a noiva, e foi o que fez. Iris se viu numa situação em que não poderia dizer não, e em duas semanas já estava a caminho de Yorkshire. Não sabia muito a respeito de seu misterioso marido, mas o respeitava, e gostava dele, e se sentia satisfeita com isso. Mas essa satisfação não durou muito.
Iris não entendia porque seu marido não consumava o casamento, e veio a entender quando conheceu suas cunhadas. A situação mostrada a ela era difícil, comprometedora e triste, mas seu coração já estava entregue a seu marido e sua nova família, e com certeza, Iris se esforçaria ao máximo para resolver qualquer questão, principalmente quando envolvia sua família.


"Uma vez mais, Richard teve a clara impressão de que estava sendo analisado. Com que critérios, entretanto, não tinha como saber. Era algo bastante incômodo. Não pela primeira vez, pegou-se pensando que Napoleão poderia ter sido derrotado antes de Waterloo se tivessem enviado as mães Londrinas para cuidar das estratégias."

Os Personagens

Iris sempre foi tomada como pequena e frágil. Sua pele branca [leia-se pálida], seus cabelos loiros quase ruivos, sobrancelhas e cílios muito claros e olhos de um azul claríssimo passavam essa imagem de que a moça poderia quebrar a qualquer momento. Mas ela não era frágil. Muito pelo contrário. Iris era uma mulher forte, esperta, observadora, inteligente, que não tinha medo dos desafios que se desdobravam a sua frente. E acima de tudo, amava a família. Tinha uma irmã que a tirava do sério, mas ainda assim a amava muito. Estava sempre disposta a agradar a quem quer que fosse, e gostava de dançar, apesar de ficar a maior parte do tempo as sombras nos bailes.
Sir Richard, por seu lado, era um homem misterioso. Nunca entrava em detalhes sobre sua vida e sua família, mas era claro que era um bom homem. Herdou uma propriedade do pai com sérios problemas, e todos esperavam que se casasse com uma mulher de grande dote pra ajudar a recuperar Maycliffe. Um homem inteligente, forte, bonito, dono de um título e uma propriedade que lhe davam certo prestígio, não deveria ter dificuldades em encontrar uma noiva, mas havia um segredo que o impedia de fazer tudo dentro dos conformes: conhecer uma boa moça, cortejá-la, pedi-la em casamento adequadamente, e casar-se. Na verdade, ao conhecer Iris, era exatamente o que queria fazer, mas isso levaria no mínimo uns 3 meses, e ele tinha apenas 2 semanas. Se sentia um traidor antes mesmo de começar, mas a seu ver, não havia outra opção. Precisava se casar urgentemente.


A Leitura

Foi o livro que li mais rápido de toda a série. No começo é tão engraçado, é praticamente de chorar de rir! 
"- Você colou um chifre na cabeça da sua prima - repetiu ele, sem conseguir acreditar.
Ela se retraiu.
- Colei.
- Você gosta dela?
- Ah, muitíssimo. Ela tem 11 anos e é encantadora. Eu trocaria Daisy por ela sem pestanejar.
Richard tinha a sensação de que ela trocaria Daisy por um texugo se tivesse oportunidade."
Tempos depois...
"- Iris colou o chifre na minha testa - revelou Frances, e torceu a cabeça, tentando olhar para cima.
Iris, que estava na periferia da aglomeração de pessoas, imediatamente deu um passo para trás.
- Talvez devêssemos pegar algo para beber - disse a Richard.
- Só um instante. - Ele estava se divertindo demais para ir embora.
Lady Pleinsworth agarrou o chifre com ambas as mãos e o puxou.
Frances deu um grito.
- Ela prendeu com cimento?
- Preciso mesmo sair daqui agora."

Já o mistério que envolve a história prende, e é surpreendente à sua maneira. Confesso que matei a charada antes mesmo de Richard fazer o pedido a Iris, mas Júlia Quinn, como sempre, consegue deixar tudo deliciosamente fora do comum. A alternância da narrativa, ora sob a visão de Richard, ora sob visão de Iris, nos permite entender melhor as situações, e viver com os personagens cada emoção. A vontade era de ler sem parar até acabar, e quando acaba... foi um grande suspiro. Sim, queridos, eu adoro um final feliz!

A Série


A série Quarteto Smythe-Smith é composta por 4 livros, Simplesmente o Paraíso, Uma Noite como Esta, A Soma de Todos os Beijos, e Os Mistérios de Sir Richard, em histórias que acontecem entre os anos 1824 e 1825. Criação de Júlia Quinn, a mesma autora da série Os Bridgertons.
Devo ressaltar que a série não trata de irmãos dessa vez, mas primos, e é meio complicado, porque chega num determinado momento que você já não sabe quem é primo, quem é irmão, quem é agregado... Mas todos formam uma família incrível!

Avaliação Geral

O que dizer? Júlia Quinn é perfeita!
Série recomendadíssima!

terça-feira, 18 de abril de 2017

[Resenha]: A Soma de todos os Beijos

Título Original: The Sum of all Kisses
Título no Brasil: A Soma de todos os Beijos
Série: Quarteto Smythe-Smith
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Tradução: Ana Rodrigues e Maria Clara de Biase
Páginas: 272

Sinopse: "Um brilhante matemático pode controlar tudo…
A não ser que um dia exagere na bebida a ponto de desafiar o amigo para um duelo. Desde que quebrou essa regra de ouro, Hugh Prentice vive com as consequências daquela noite: uma perna aleijada e os olhares de reprovação de toda a sociedade. Não que ele se importe com o que pensam dele. Ou pelo menos com o que a maioria pensa, porque a bela Sarah Pleinsworth está começando a incomodá-lo.
Lady Sarah nunca foi descrita como uma pessoa contida…
Na verdade, a palavra que mais usam em relação a ela é “dramática” – seguida de perto por “teimosa”. Mas Sarah faz tudo guiada pelo bom coração. Até mesmo deixar bem claro para Hugh Prentice que ele quase destruiu sua família naquele bendito duelo e que ela jamais poderá perdoá-lo.
Mas, ao serem forçados a passar uma semana na companhia um do outro, eles percebem que nem sempre convém confiar em primeiras impressões. E, quando um beijo leva a outro, e mais outro, e ainda outro, o matemático pode perder a conta e a donzela pode, pela primeira vez, ficar sem palavras."

Meu clichê favorito em romances de época é o do casal que fica se alfinetando até que o sentimento fala mais alto, como em Um Visconde que me Amava (Julia Quinn), Uma Semana para se Perder (Tessa Dare) e Manhã de Núpcias (Lisa Kleypas) - os três resenhados aqui no blog. Para quem também gosta, A Soma de todos os Beijos é um prato cheio pois os diálogos entre Sarah Pleinsworth e Hugh Prentice são deliciosos.

Sarah e Hugh são bem diferentes. Ela tem um temperamento expansivo, beirando ao dramático e diz tudo o que pensa. Já Hugh prefere os números e é mais contido nas duas declarações. Sarah vem de uma grande família amorosa, afinal ela é uma Smythe-Smith. Hugh não teve a mesma sorte, e sua família é bem disfuncional. Porém os dois são extremamente leais à aqueles que amam.

Para quem já leu a série até aqui, ou está acompanhando as resenhas, sabe que, mesmo tranquilo, Hugh Prentice protagonizou uma confusão infernal com Daniel Smythe-Smith, que terminou com um ferimento quase fatal na perna de Hugh e o exílio forçado de Daniel. Porém, quando ficou melhor, Hugh fez de tudo para convencer o pai a desistir da vingança, e foi atrás do amigo para avisá-lo que poderia voltar. Mas nada disso é o suficiente para Sarah não deixar de culpá-lo por todos os problemas da família, inclusive a sua solteirice e permanência no quarteto.

O livro começa alguns meses depois do final de Uma Noite como Esta, nas vésperas de dois acontecimentos que irão forçar a convivência entre os dois, levando assim a muitas discussões espirituosas e descobertas surpreendentes, que só poderiam resultar em romance muito gostoso de acompanhar.

E a essa mistura é acrescentada um trio hilário de caçulas, a composição de uma peça teatral, debates filosóficos quanto a existência de unicórnios e um vilão digno de Miss Butterworth e o Barão Louco, o resultado não poderia ser outro: um livro engraçado, romântico e dramático na medida certa.

“Hugh cantarolou o ritmo e conduziu Sarah com uma leve pressão nas costas, movendo a bengala sempre que era hora de se virarem. Ele não dançava fazia quase quatro anos. E essa noite... estava sendo mágica. Jamais poderia lhe agradecer o suficiente por isso, por restaurar um pedaço de sua alma. Foi a valsa mais estranha e desajeitada que se poderia imaginar, mas também foi o momento mais perfeito da vida dele.”

segunda-feira, 10 de abril de 2017

[RESENHA] Uma Noite Como Esta - Julia Quinn

Título Original: A Night Like This
Título no Brasil: Uma Noite Como Esta
Autora: Julia Quinn
Série: Quarteto Smythe-Smith - volume II
Tradução: Ana Rodrigues
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Sinopse: Anne Wynter pode não ser quem diz que é…
Mas está se saindo muito bem como governanta de três jovenzinhas bem-nascidas. Seu trabalho é bastante desafiador: em uma única semana ela precisa se esconder em um depósito de instrumentos musicais, interpretar uma rainha má em uma peça que pode ser uma tragédia ou, talvez, uma comédia – ninguém sabe ao certo – e cuidar dos ferimentos do irresistível conde de Winstead. Após anos se esquivando de avanços masculinos indesejados, ele é o primeiro homem que a deixa verdadeiramente tentada, e está cada vez mais difícil para ela lembrar que uma governanta não tem o direito de flertar com um nobre.
Daniel Smythe-Smith pode estar em perigo…
Mas isso não impede o jovem conde de se apaixonar. Quando ele vê uma misteriosa mulher no concerto anual na casa de sua família, promete fazer de tudo para conhecê-la melhor, mesmo que isso signifique passar os dias na companhia de uma menina de 10 anos que pensa que é um unicórnio.
O problema é que Daniel tem um inimigo que prometeu matá-lo. Mesmo assim, no momento em que vê Anne ser ameaçada, ele não mede esforços para salvá-la e garantir seu final feliz com ela.

A História

Daniel Smythe-Smith é um homem inteligente, bem humorado e dono de um traquejo social único. Todos querem ser amigos de Daniel, e seu título não tem nada a ver com a história. Porém, apenas 1 ano após tomar posse do título de Conde, teve um desentendimento com um amigo, que o obrigou a deixar a Inglaterra, e viver em exílio na Itália por 3 anos. Agora, no entanto, está pronto para voltar pra casa.
Anne jamais poderia imaginar que a vida a levaria para um palco em um dos eventos mais comentados da temporada. O fato de não ser uma Smythe-Smith não parece ter muita importância, pois lá estava ela ao piano tocando junto ao quarteto. Dona de uma aparência encantadora, sempre procurou se esconder sob a touca e o vestido de governanta, mas dessa vez estava sob o holofote.

Foi na noite da apresentação que Daniel decidiu voltar a Londres, e sua primeira visão de Anne lhe mostrou que ela seria uma mulher de grande importância para sua vida. A impressão em Anne, no entanto, foi um pouco menos otimista, que passou a vê-lo como sua perdição.
A paixão que nasce já nesse primeiro encontro abala aos dois, e faz com que ambos lutem com mais afinco contra seus inimigos, que não parecem dar brecha para a felicidade do casal.

Os Personagens

A grande verdade é que Anne tinha mais segredos do que se podia imaginar. Educada demais para uma simples governanta, misteriosa demais para uma dama, solitária demais para alguém tão disposta a amar. Anne vive com medo, sempre se escondendo e fugindo, sem saber quando estará livre de George Chervil, homem por quem foi apaixonada aos 16 anos e para quem entregou sua virtude antes de casar. O homem, não muito diferente do que vemos hoje por aí, se sentiu no direito de te-la novamente ao seu bel prazer, e não aceitou o "não" que recebeu. Ao se ver encurralada, Anne dispôs do que havia ao seu alcance, e acabou ferindo o rosto de Chervil, deixando uma enorme cicatriz. Desde então vive fugindo da promessa de vingança que a persegue onde quer que vá.

Daniel, 3 anos antes, se envolveu numa briga com Hugh Prentice, um homem externamente inteligente que nunca perdia nos cartas... até aquele dia. Como ambos estavam bêbados, a briga foi longe demais, e Daniel se viu num duelo, ferindo [leia-se 'quase levando à morte'] o amigo, e sendo jurado de morte pelo pai de Hugh. Mas agora, mancando e precisando do apoio de uma bengala, o próprio Hugh o encontra na Itália e reabre as portas britânicas para que Daniel volte para casa.
Daniel é jovem, bonito, inteligente, educado, alegre, rico, influente, poderoso, dono de mais títulos do que eu consegui decorar. Está confiante ao voltar pra casa, e em sua primeira noite conhece Anne, linda demais para qualquer padrão, e misteriosa na mesma medida.
O casal aprendeu a viver na solidão, com medo, sempre pronto pra um possível ataque, e o ponto mais difícil desse relacionamento é o medo de envolver o outro em sua própria teia de perigos. E é quando se vêem livres desses perigos que realmente dão uma chance ao amor.
Um casal perfeito. São alegres, bem humorados, inteligentes, e deliciosamente apaixonados. Por mais breves e impróprios que sejam, seus encontros pegam fogo!

A Leitura

Com um ritmo ditado pelo suspense e pelo romance [quente], pelo medo e pelo recato, Uma Noite Como Esta é incrível. E Frances, uma das meninas das quais Anne é governanta, com seu amor desmedido por unicórnios, nos arranca muitos risos.
Uma leitura leve, divertida, rápida, terna, deliciosa.

A Edição e a Série

Não tenho maturidade pra julgar esse livro. Minha autora contemporânea favorita, numa série simultânea aos meus queridos Bridgertons, e que ainda por cima está com todos os livros autografados... Não consigo! É incrível demais! [Mas com certeza posso dizer que a capa é linda - ainda que tenhamos que ter um pouco de cuidado, pois a parte com o nome da autora pode desbotar]
A série Quarteto Smythe-Smith é composta por 4 livros, Simplesmente o Paraíso, Uma Noite como Esta, A Soma de Todos os Beijos, e Os Mistérios de Sir Richard, em histórias que acontecem entre os anos 1824 e 1825. Criação de Júlia Quinn, a mesma autora da série Os Bridgertons.
Devo ressaltar que a série não trata de irmãos dessa vez, mas primos, e é meio complicado, porque chega num determinado momento que você já não sabe quem é primo, quem é irmão, quem é agregado... Mas todos formam uma família incrível!

Avaliação Geral

Simplesmente apaixonada por mais essa criação da Queen Quinn! [Sou babona mesmo] É um livro lindo em todos os aspectos, da edição à história. Super recomendo! E prepare-se para perder o fôlego e se surpreender!


domingo, 2 de abril de 2017

Top Comentarista Especial Romances de Época - RESULTADO

Olá Galerinha de Pemberley!
O post de hoje é rápido, apenas pra fazermos faz breve divulgação.

Desde janeiro estamos com a promoção do Top Comentarista Especial Romances de Época, com resenhas seladas, e novidades a cada sábado. E agora apresentamos o grande vencedor:

Com 34 comentários válidos - e uma participação interativa incrível - a vencedora é Bruna Diniz! 

Parabéns Bruna!
Entre em contato conosco por email e vamos conversar sobre seu novo Romance de Época! 

Beijinhos
Mih =)

sexta-feira, 31 de março de 2017

[Resenha] O Navio das Noivas

Olá, galerinha de Pemberley! A resenha de hoje é sobre o livro Navio das Noivas, escrito pela maravilhosíssima Jojo Moyes. A Hanna me deu ele de presente começo do ano e estou há meses pra trazer a resenha pra vocês. Confesso que apesar de ter pedido no nosso amigo secreto das GDP um livro da Jojo , por eu amar a autora, não tinha a menor noção da sinopse dessa obra e não botava muita fé. Até que eu abri a embalagem do correio comecei a ler. 

Sinopse: Austrália, 1946. É terminada a Segunda Guerra Mundial, chega o momento de retomar a vida e apostar novamente no amor. Mais de seiscentas mulheres embarcam em um navio com destino a Inglaterra para encontrar os soldados ingleses com quem se casaram durante o conflito. Em Sydney, Austrália, quatro mulheres com personalidades fortes embarcam em uma extraordinária viagem a bordo do HMS Victoria, um porta-aviões que as levará, junto de outras noivas, armas, aeronaves e mil oficiais da Marinha, até a distante Inglaterra. As regras no navio são rígidas, mas o destino que reuniu todos ali, homens e mulheres atravessando mares, será implacável ao entrelaçar e modificar para sempre suas vidas. Com personagens únicas e uma narrativa tocante, Jojo Moyes conta uma história inesquecível que captura perfeitamente o espírito romântico e de aventura desse período da História, destacando a bravura de inúmeras mulheres que arriscaram tudo em busca de um sonho. 

A autora nos apresenta quatro jovens australianas que estão indo rumo a Inglaterra para encontrar com os soldados ingleses que se tornaram seus maridos durante a guerra, bem como a família deles. As quatro acabam ficando na mesma cabine e criam laços. Temos a doce, caipira e super grávida Maggie, a fútil Avice, a jovem demais para estar casada e sem um pingo de juízo Jean e a reclusa enfermeira de guerra Frances. 

Durante o mês e duas semanas que passam em alto mar elas se metem em várias confusões (não leia com voz do locutor da Sessão da Tarde, se leu, desleia!) especialmente por desrespeitarem uma das principais regras do navio, que é não falar com os homens da tripulação. Com o tempo vamos conhecendo a história de cada uma e como aconteceu cada casamento, bem como o medo que elas passam a sentir quando telegramas começam a chegar pedindo para algumas noivas desistirem da viagem, já que seus maridos não as querem mais. 

Jojo Moyes se inspirou na história de sua avó para escrever o livro. Para a avó de Moyes houve um final feliz, mas nem todas podem dizer o mesmo. Durante a viagem existe vários problemas que vão desde um médico alcoólatra e negligente até racionamento de água e violência. Como sempre, a autora sabe dosar o romance com o realismo. 

O Navio das Noivas já foi para minha lista de preferido, impossível não se emocionar e empolgar com as quatro recém casadas que se aventuraram atravessando o mundo apenas com a promessa de uma nova vida.

Título: O Navio das Noivas
Título Original: The Ship of The Brides
Páginas:384
Editora: Intrínseca

quarta-feira, 29 de março de 2017

[RESENHA] Madrugadas de Desejo - Jayne Fresina


"Quero um quartinho repleto de livros. Deve ter uma lareira e um cachorro velho dormindo em um cesto, logo ao lado. Algumas poltronas confortáveis com muitas almofadas. Tudo com vista para um belo jardim. Um lugarzinho só meu, onde ninguém nunca me incomode. Só isso."
  
Título Original: The Wicked Wedding of Miss Ellie Vyne
Título no Brasil: Madrugadas de Desejo

Série: Sydney Dovedale – Livro 02
Autor: Jayne Fresina
Tradução: Alice Klesck
Editora: Única
Páginas: 288


Sinopse: Um jogo de mistério e sedução que não terminará a menos que os dois se entreguem. A Inglaterra do século XIX é elegante, charmosa e aventureira. Um lugar onde é difícil não se deixar levar pelos deliciosos (e perigosos) jogos que lords e ladies libertinamente experimentam. Não poderia ser diferente na bela Brighton, o lar de Ellie Vyne e James Hartley: inimigos declarados desde a infância. Ellie sempre foi uma mulher de ideias a frente de seu tempo, temperamento forte, ousada e, principalmente, avessa a todas as tentativas de suas irmãs para lhe arrumarem um marido. Afinal, com 27 anos era um absurdo ainda perambular sozinha por aí. E é claro que James, um dos solteiros mais cobiçados da cidade, fazia questão de deixar clara sua desaprovação. Durante suas misteriosas escapadas, Ellie rouba algo muito precioso de James, que não terá paz até descobrir a identidade do ladrão. Querendo ou não, eles estão cada vez mais próximos. Como resistir ao charme de James e levar sua mentira adiante? Nesse jogo de perdição, Ellie arriscará tudo, inclusive seu coração. Enquanto James tenta desvendar o segredo da jovem, o desejo proibido que surge entre os dois será capaz de romper com todas as regras da alta sociedade inglesa.


A HISTÓRIA


Ellie Vyne e James Hartley nunca foram amigos. Seu laço já foi traçado anos antes, quando o tio de Ellie fugiu com a mãe de James, tornando as famílias inimigas. A única coisa que os jovens poderiam manter um com o outro era distância, o que por muito tempo foi mantido.

Certa noite, num baile de máscaras em Bath, os jovens - já não tão jovens assim - se encontraram. Ellie reconheceu James, mas James não reconheceu Ellie, o que lhe permitiu se apaixonar pela moça misteriosa. Meses depois do baile James ainda não sabia quem era a "Maria Antonieta" misteriosa, mas a procurava em cada par de olhos, e cada lábio, cada voz. Enquanto isso, Ellie continuava lutando por sua vida e dignidade.

De procedências completamente diferentes, James era podre de rico, enquanto Ellie era filha de um almirante aposentado que gastava mais do que recebia. Não seria difícil evitarem um ao outro, não fosse a mania de Ellie de se meter em confusão onde quer que passasse. E a última da moça foi se aliar ao Conde de Bonneville, um influente e trapaceiro que cruzou o caminho de Hartley.
O reencontro dos dois foi, no mínimo, explosivo, e deu a James a ideia de que a única forma de manter Ellie fora de apuros era que ela arrumasse um marido, e James estava disposto a sacrificar sua solterice (de 37 anos) em prol da paz e tranquilidade do povo em geral, para desespero de Ellie, que só queria cuidar do padrasto e ter uma vida tranquila de solteirona, e se vê perseguida por Hartley.
Envoltos num jogo de sedução e conveniências, o casal não percebe a paixão se aproximando, muito menos o amor surgindo, a não ser quando já é tarde demais para voltar atrás.



OS PERSONAGENS


"Essa novinha é terrorista, é especialista". [Michelle enlouqueceu] Não gente, é que Ellie Vyne realmente é uma terrorista. Tá, talvez nem tanto, mas que não é uma mocinha comum, isso é verdade. Onde já se viu uma dama frequentar clubes para cavalheiros vestindo calças e botas dando golpes nos sócios? Pois essa é Mariela Vyne! Entrando e saindo (sempre um pouco mais rica) dos lugares mais excêntricos sem ser pega, é um feito realmente memorável. Seu sangue com um "quê" de cigano não a permite sossegar, e a situação de sua família exige ajuda financeira, e como casamento com um homem rico parece estar fora de questão, golpes são o que sobram.

Numa dessas peripécias, encontra James Hartley, herdeiro de uma enorme fortuna, que conheceu anos atrás no interior, e desde então se tornaram inimigos mortais. James vive uma vida aristocrática, esbanjando dinheiro, frequentando os melhores círculos, vestindo-se impecavelmente, deixando os cuidados de suas propriedades nas mãos de terceiros, feliz alheio aos problemas do mundo. Solteiro altamente elegível com quase 40 anos, nunca viu necessidade de se casar, até se convencer de que Ellie precisava de um marido para doma-la, e que esse homem deveria ser ele.



A LEITURA


Pode parecer estranho começar uma série pelo livro 2, mas não senti nada que pudesse atrapalhar. Que delícia de leitura! O romance de Ellie e James não é clichê, e do início ao fim é cheio de surpresas... E que surpresas - algumas mais agradáveis do que outras, mas todas de tirar o fôlego. A leitura fluiu com naturalidade, e a narrativa me levou pra dentro da história, com seus personagens excêntricos, divertidos e nada sutis. A mocinha é diferente de tudo o que já li - não é muito comum encontrar uma mocinha trambiqueira num romance de Época! E eu adorei! Não tive vontade de parar nem um minuto sequer!



A EDIÇÃO [e a série]



Como eu já disse pra vocês, Madrugadas de Desejo é o segundo livro de uma série. Trata-se da série Sydney Dovedale, de Jayne Fresina, que é composta ao todo 4 livros: The Most Improper Miss Sophie Valentine, The Wicked Wedding of Miss Ellie Vyne (Madrugadas de Desejo), Lady Mercy Danforthe Flirts with Scandal, Miss Molly Robbins Designs a Seduction. Tem também um conto entre os livros 1 e 2, sobre Ellie e James, mas infelizmente, para ter acesso a toda essa festa, é necessário estar com o inglês afiado. Por algum motivo, desconhecido desta autora, a Editora Única, parte da Editora Gente, decidiu abrir seu catálogo para nossos queridos Romances de Época pelo segundo livro da série, e, para meu desespero, não existe previsão de trazer os demais para nosso país. Sendo assim, desesperem-se comigo!

Sydney Dovedale é uma cidade do interior da Inglaterra, uma vila pacata e tranquila, onde qualquer coisa diferente que aconteça se torna a fofoca local por semanas! É dessa vila que Jayne Fresina tira suas personagens protagonistas, como Ellie Vine. E se você ler Madrugadas de Desejo, vai conhecer também as outras protagonistas: Sophie Valentine,Lady Mercy (que apessar de não ser de Sydney Dovedale, seu parceiro é: Rafe Hartley), e Molly Robbins. Então, queridos, nem que eu vá ate as profundezas do Tártaro, lerei essa série!

Quanto ao mais, a Única está de parabéns. Não identifiquei erros, a diagramação está impecável, a capa é linda, tamanho padrão, e tradução que, acredito eu, não deixou perder nada do original. O tom irônico e cômico foi mantido com entusiasmo. Super aprovo!



AVALIAÇÃO GERAL


Comprei pela capa. Um fã de Romance de Época mais atento, como eu, reconheceu o vestido da capa - que foi usado em Sedução de Seda, da Loretta Chase, e em Uma noite como esta, das Smythe-Smith, da Queen Quinn. E devo dizer que não me arrependi nem um momento sequer. Leve, divertido, romântico e diferente em diversos aspectos, Madrugadas de Desejo me conquistou desde o prólogo! Super recomendo! E como já disse, farei o possível para ler o restante da série!

Beijinhos

Mih =)